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Já se sabe qual é a Palavra do Ano para a Porto Editora

Em 2022, o termo mais votado foi “guerra”. Desta vez, foi eleita uma profissão — e não foi a única no pódio.
É uma profissão.

A Porto Editora elege a palavra que mais se destacou em determinado ano, para “sublinhar a riqueza lexical e o dinamismo criativo da língua portuguesa”. Em 2022, o termo mais votado foi “guerra”. Já em 2023, a palavra escolhida foi “professor”, num ano que ficou marcado pela luta dos docentes.

Mais de 48 por cento dos cerca de 90 mil votantes da iniciativa escolheram o vocábulo que “remete para as centenas de protestos que ocorreram por todo o País pela valorização da carreira docente”, refere a editora.

A docência não foi a única profissão que se destacou no ano passado. Em segundo lugar na votação, surge a palavra “médico”, classe profissional que também marcou o ano que passou devido à intensa contestação laboral. Com o Serviço Nacional de Saúde a ser alvo de notícias diárias, o termo acabou por conquistar 9,99 por cento dos votos.

Os portugueses escolheram ainda a expressão “inteligência artificial”, que reuniu 9,96 por cento dos votos, conquistando assim o terceiro lugar. A segunda e terceira posições ficaram separam apenas por 29 votos, detalha o grupo editorial.

O processo de votação decorreu entre 30 de novembro e 31 de dezembro e incluiu ainda palavras como “inflação” (7,94 por cento), “habitação” (6,71 por cento), “conflitos” (5,84 por cento), “jornada” (3,58 por cento), “demissão” (2,83 por cento) e “navegadoras” (1,66 por cento).

A seleção dos termos a votos é feita com base nas sugestões recebidas através do site da iniciativa. Depois é realizada uma “análise de frequência e distribuição de uso das palavras e do relevo que alcançam, tanto nos meios de comunicação e redes sociais como no registo de consultas online e mobile dos dicionários da Porto Editora”, esclarecem.

A eleição da Palavra do Ano surgiu há 15 ano e já destacoue nãe expressões como “vacina” (2021), “saudade” (2020), “violência doméstica” (2019), “enfermeiro” (2018), “incêndios” (2017), “geringonça” (2016), “refugiado” (2015), “corrupção” (2014), “bombeiro” (2013), “entroikado” (2012), “austeridade” (2011), “vuvuzela” (2010) e “esmiuçar” (2009).

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