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Lisboa vai receber uma feira onde só entram livros de poesia

A programação espalha-se também pela Casa Fernando Pessoa e pelo Cinema Europa, com apresentações, performances, cinema e conversas.

Há um jardim em Lisboa onde, durante quatro dias, as árvores vão dividir o espaço com versos. A partir de 19 de março, o Jardim da Parada, em Campo de Ourique, voltará a receber a Feira do Livro inteiramente dedicada à poesia.

A coincidência não é inocente: o Dia Mundial da Poesia celebra-se a 21 de março. Por isso, até domingo, dia seguinte, editores e livreiros vão instalar bancas ao ar livre com catálogos onde cabem rima, verso livre, pequenas editoras independentes e autores de várias gerações. Não há romances da moda nem thrillers da prateleira principal, aqui o foco é mesmo a poesia.

A programação espalha-se também pela Casa Fernando Pessoa e pelo Cinema Europa, com apresentações, performances, cinema e conversas. A feira decorre entre as 11 e as 19 horas, com entrada livre.

Logo no dia de abertura, vai haver cinema e performance: às 18h30 será exibido “Bruta Aventura em Versos”, de Letícia Simões, no Cinema Europa; às 19 horas, a Casa Fernando Pessoa receberá a performance “Todo o Cais é Uma Saudade de Pedra”, com Cláudia Andrade e Pedro Salvador.

Nos dias seguintes, a agenda continua preenchida. A 20 de março, apresentam-se livros como “A Alma Árabe de Fernando Pessoa” e “O Grande Pão”, de João Pedro Porto. Já a 21, Dia Mundial da Poesia, a tarde faz-se de lançamentos e conversas: “A Última Balada de Dom Bemol”, “77 Poemas”, “ERATO – Mythos e Logos” e uma sessão dedicada a Bertolt Brecht, entre outros encontros que juntam autores, tradutores e leitores no mesmo espaço.

Nesse mesmo dia, às 16 horas, a Casa Fernando Pessoa organiza ainda uma visita orientada gratuita. E no sábado, 22 de março, arrancam as oficinas “Faça a Sua Bandeira”, às 10h30 e às 16 horas, no auditório.

A festa da poesia não fica fechada em Campo de Ourique. O Museu das Comunicações assinala a data com uma visita orientada à exposição “Comunicar é Natural – A Botânica nas Comunicações”, seguida de leitura de poemas ligados à natureza e uma conversa sobre as ligações entre escrita, plantas e comunicação.

As bibliotecas municipais também entram no roteiro. A Biblioteca Camões promove, entre as 13 e as 16 horas, sessões como “A Poesia e o Teatro Como Formas Sublimes de Expressão Cultural” e “Remédios Literários Para Quem Tem Alma e Não Tem Calma”. A Biblioteca dos Coruchéus recebe uma iniciativa dinamizada pelo Grupo Vidas e Memórias do Bairro de Alvalade, entre as 15 e as 18 horas. O dia termina na Biblioteca Orlando Ribeiro, às 18 horas, com “Poemas Que Pedem Voz”, que tira livros de poesia das estantes e coloca-os, literalmente, a falar.

Pode consultar a programação da feira no site da organização 

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