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Novo livro diz que Donald Trump fazia birras enormes — e só acalmava com temas de “Cats”

Um novo livro, escrito pela antiga porta-voz da Casa Branca conta também que o antigo presidente pediu para ver as nádegas de uma funcionária.
Detestável.

É uma das figuras públicas mais polémicas de sempre. Falamos de Donald Trump, que entre 2017 e 2021 ocupou o cargo de Presidente dos Estados Unidos. Além das histórias que já conhecemos, um novo livro escrito por Stephanie Grisham, antiga porta-voz da Casa Branca entre julho de 2019 e abril de 2020, vem agora revelar várias histórias insólitas daquele que era um dos homens mais poderosos da Terra. 

O livro será lançado oficialmente a 5 de outubro, mas várias redações norte-americanas já publicaram alguns excertos da publicação. Em “I’ll Take Your Questions Now” (“Vou Responder às Vossas Perguntas Agora”), assim se chama o livro, a antiga porta-voz não poupa nas críticas a Donald Trump, chamando-o de sexista, mentiroso e temperamental.

De acordo com a antiga porta-voz da Casa Branca, era frequente Donald Trump fazer birras. Estas eram tão frequentes e tão explosivas que o seu staff teve de ser criativo para arranjar formas de o acalmar. Tiveram mesmo de atribuir uma função especial a alguém do staff, que ficou conhecido como o “Music Man” (ou “Homem da Música”, numa tradução livre). Segundo o “New York Times”, Trump só saía daqueles estados de raiva quando ouvia as suas músicas favoritas — que incluíam “Memory” do musical “Cats”. A playlist incluía outros temas de Andrew Lloyd Webber, como “Music of The Night”, do “Fantasma da Ópera”.

A autora, relata o “Washington Post”, revela ainda que o antigo Presidente chegou a levar uma funcionária para a sua cabine no avião Air Force One, onde lhe pediu para ver as suas nádegas. Esta situação, associada ao facto de Trump ter tido um caso com uma atriz pornográfica, como conta Grisham, levou a que Melania Trump se sentisse cada vez mais afastada e rancorosa em relação ao marido. Depois desta traição, a ex-primeira-dama exigiu que sempre que fosse vista em público com o marido, que estivesse acompanhada por um militar atraente, para enfurecer o presidente.

O livro mostra ainda que a imagem que Trump apresentava à frente da câmara era diferente da realidade. A ex-porta voz recorda-se de um episódio em que Trump estava acompanhado por Putin à margem do G20. Na ausência das câmaras e dos jornalistas, o presidente disse ao seu homólogo russo que iria ser inflexível com ele durante alguns minutos. “Mas para as câmaras. Assim que se desligarem, nós falaremos”, terá dito.

Stephanie Grisham conta ainda que em 2019, Trump escondeu ter feito uma colonoscopia. Quanto ao seu papel na Casa Branca, a antiga porta-voz arrepende-se de não se ter feito ouvir mais, numa altura em que “a desonestidade circulava como se fosse difundida pelo sistema de ar condicionado”, escreve no livro.

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