Livros

O Brasil tem o seu próprio Francisco Geraldes (e é um sucesso no Instagram)

Futebolista brasileiro Gustavo Scarpa é um fenómeno nas redes sociais à conta das suas sugestões de leitura.
Gustavo Scarpa é um ávido leitor.

É bem provável que não precise de acompanhar o futebol nacional para já ter ouvido o nome Francisco Geraldes. O futebolista português, formado no Sporting mas atualmente no Rio Ave, tornou-se um caso curioso no futebol pela sua apetência para os livros.

O jogador costuma ser fotografado a ler e tem por hábito falar de algumas das leituras que mais o entusiasmam. Na Internet, merece até uma página de humor intitulada “A Biblioteca do Geraldes”. Mas, a bem das letras, não está sozinho.

Do lado de lá do Atlântico há um outro jogador que se tem destacado nesta área. Falamos de Gustavo Scarpa, (mais um ano do que Geraldes), que também atua de verde e no meio-campo. O jogador faz parte do plantel do Palmeiras, um dos históricos do futebol brasileiro, treinado atualmente pelo português Abel Ferreira.

A sua página do Instagram tornou-se um fenómeno curioso nas redes sociais. Ao contrário do que estamos habituados com outras figuras do desporto, Scarpa nunca partilha imagens de treinos ou de jogo, nem tão pouco da sua vida familiar.

Na verdade, o jogador não tem nenhuma publicação do género na rede social mas tem mais de meio milhão de seguidores. A razão? Uma espécie de crónica que é um sucesso, dedicada apenas aos livros que lê (e aos quais faz curtos comentários para orientar potenciais leitores dos mesmos livros).

“Principezinho”? “Bom demaisss”. A biografia de Steve Jobs? “Fenômeno”. Entre algumas obras viradas para religião e e auto-ajuda há nomes que vale a pena ler, entre as mini-críticas do futebolista. Machado de Assis, George Orwell, Maquiavel, Dostoiévski, Stephen Hawking, C.S. Lewies, Mia Couto, Albert Camus ou Ernest Hemingway estão entre os muitos autores que já leu.

Citado pelo portal “G1”, o jogador realça que aproveita todas as oportunidades para ler, mesmo no balneário e especialmente em viagem com a equipa. Se Scarpa e Geraldes não se chegarem a defrontar em campo, podem sempre combinar uma tertúlia literária.

No caso de Scarpa, não há problema em manter os dois mundos separados. “Tenho o hábito de ler independentemente do lugar ou do momento. Se a equipa ganhou ou perdeu, não dá para se basear nisso, né? A questão é chegar em campo e dar o seu melhor. Depois, a vida precisa seguir”, diz. E assim é também com as leituras.

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