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O novo livro de Ken Follett leva-nos ao precipício da 3.ª Guerra Mundial

“Nunca” chegou às livrarias esta quarta-feira, 17 de novembro, e pinta um cenário dantesco da Humanidade.

Ken Follett volta a apostar numa história épica, desta vez passada no presente. “Nunca” pinta um mundo igual ao nosso, mas onde uma crise global ameaça atirar o planeta para a tão temida 3.ª Guerra Mundial.

“Quando estava a fazer pesquisa para ‘A Queda dos Gigantes’, fiquei chocado ao perceber que a 1.ª Grande Guerra era uma guerra que ninguém queria travar. Nenhum líder europeu de ambos os lados queria que ela tivesse lugar. Mas os emperadores e primeiros-ministros, um por um, tomaram decisões — lógicas e moderadas decisões — que, a pequenos passos, nos aproximaram do mais terrível conflito de sempre”, explica o autor britânico de 72 anos. “Fiquei a pensar: será que isso poderia acontecer outra vez?”

“Nunca”, que chegou às livrarias esta quarta-feira, 17 de novembro, é mais um épico com pinceladas de thriller. Leva o leitor por uma viagem pelo mundo, entre personagens como a primeira mulher presidente dos Estados Unidos, um agente da CIA numa missão no deserto do Saara ou um oficial do governo em negociações na China.

“Deixando de lado a possibilidade de um acidente nuclear ou de um conflito atómico iniciado por um líder mundial mentalmente instável, seria possível que homens moderados se vissem arrastados para uma guerra mundial? Infelizmente, creio que a resposta é sim”, escreve Follett sobre a história da sua nova obra.

Se a eclosão da primeira grande guerra pode ser seguida até ao assassinato de Francisco Ferdinando, o herdeiro do trono da Áustria, Follett assume que também ele procurou imaginar que pequeno grande momento poderia ser também o fusível de outro conflito. “Infelizmente, não faltam é momentos em que os grandes poderes poderiam chocar: Ucrânia, o estreito de Ormuz, Caxemira, Taiwan e outros locais no Mar do Sul da China estão entre os mais óbvios.”

“Nunca” vai revisitando cenários um pouco por todo o mundo, entre decisões políticas e várias personagens que são também peças de um puzzle maior. De um oásis no Saara que está a perder água a uma desabitada ilha japonesa, tudo são peças que poderão dar origem a uma nova guerra.

“O coração do meu novo livro, e talvez o aspeto que mais me fascina, é a fase intermédia, a forma como a crise vai escalando. Como é que líderes centristas e moderados tomam decisões que nos levam a uma guerra?”, questiona. Os exemplos que dá são evidentes e bem próximos — e reais. “Porque é que os líderes japoneses decidiram em 1941 atacar os Estados Unidos, a mais rica e poderosa nação da história da civilização humana? Como é que Lyndon Johnson lenta e inexoravelmente se prendeu ao Vietname, arruinando a sua reputação e a do seu país?”

O livro, editado pela Editorial Presença, tem 632 páginas e custa 25,90€.

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