Dois meses após rumores de um alegado romance de Felipe VI de Espanha com Juliana Awada, antiga primeira-dama da Argentina, a vida amorosa do monarca volta a estar no centro da atenção mediática. Se as várias famílias reais europeias têm sido abaladas por escândalos, o Palácio da Zarzuela não é exceção.
Em causa, está o livro “Namorados de Felipe”, publicado em abril pelo jornalista Joaquín Abad, um dos mais controversos do país. Durante quase 300 páginas, a obra — que ainda não está disponível em português— lança várias acusações ao rei, quase todas de traições à companheira, Letizia, com homens.
De acordo com a revista espanhola “Semana”, a obra remonta ao período em que Felipe ainda era herdeiro ao trono e aborda os rumores da bissexualidade do monarca. Foi no início dos anos 2000 que, segundo o autor, terão começado a circular especulações em torno da sua orientação sexual.
Abad decidiu investigar por si e chegou a vários romances extraconjugais com outros homens. As referências começam com a história do espanhol com Álvaro Fuster, que terá conhecido nos tempos de escola em Madrid, no colégio Santa María de los Rosales, e que será o seu verdadeiro amor.

Os relatos incluem ainda envolvimentos com cantores espanhóis, como Alejandro Sanz e Miguel Bosé, bem como o empresário Pep Barroso, descrito como “o segundo homem mais importante” na vida do rei. O livro explica que foi precisamente este relacionamento que originou o divórcio.
Antes destes relatos, porém, o jornalista começa por explicar que, no seu ponto de vista, o interesse do monarca em homens se deve à infidelidade do pai, Juan Carlos I, que o terá levado a criar uma “ligação mais profunda” com o lado materno, através da mãe, a rainha Sofia.
As acusações estendem-se também a Letizia, que teve conhecimento dos rumores, mas aceitou as condições impostas pela vida institucional, segundo o mesmo livro. Além disso, a antiga jornalista manteve um caso com Jaime del Burgo em resposta a um envolvimento de Felipe VI com o empresário Borja Vázquez.
Segundo o jornalista, o casamento real, que aconteceu em 2004, foi “uma operação orquestrada” pela família para terminar com os rumores sobre a sexualidade do rei. Segundo o jornalista, Letizia concordou, mas o casal está a “viver vidas separadas”, fruto destas sucessivas traições.
Até ao momento, a Casa Real espanhola ainda não se manifestou sobre o tema.
O livro está disponível em espanhol no site do El Corte Inglés. A edição é de capa mole e custa 25€.
Carregue na galeria e tome nota de alguns dos lançamentos literários do mês.








