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Poetisa e ensaísta americana Louise Glück vence o Nobel da Literatura de 2020

Academia sueca anunciou a vencedora esta quinta-feira, 8 de outubro. Foi uma decisão inesperada.
Louise Glück é a Nobel da Literatura de 2020.

A Academia sueca anunciou esta quinta-feira, 8 de outubro, o vencedor deste ano do prémio Nobel da Literatura. A escolha recaiu sobre Louise Glück, poetisa e ensaísta norte-americana, de 77 anos.

Num ano em que várias mulheres surgiam bem colocadas nas listas de apostas, o nome de Louise Glück não estava entre os mais destacados. No anúncio, a Academia salientou que a própria autora admitiu ser “uma surpresa”. Não se sabe ainda como será a cerimónia de entrega devido ao contexto atual de pandemia.

Natural de Nova Iorque e a viver em Massassuchetts, Glück é professora universitária de Literatura na Universidade de Yale. A sua estreia literária fez-se com “Firstborn”, em 1968. A academia destaca a sua “clareza”, tanto nos 12 volumes de poesia já publicados como nos diversos ensaios sobre poesia. Não sendo uma “poeta confessional”, a poesia de Glück é destacada pela forma como “confronta as ilusões do Eu”.

Depois de um ano de hiato, a edição de 2019 serviu para anunciar dois vencedores: a polaca Olga Tokarczuk, escolhida como a vencedora de 2018; e Peter Handke, austríaco escolhido como vencedor de 2019.

A antiga psicóloga Olga Tokarczuk destacou-se entre o romance e a poesia e é uma voz crítica do conservadorismo na Polónia. Mas o reconhecimento da Academia sueca passou para segundo plano com a escolha bem menos consensual de Handke — um autor acusado de apoiar a posição da Sérvia e do regime de Slobodan Milošević na guerra civil jugoslava.

As escolhas para o Nobel da Literatura voltaram assim a ser tema de polémica, e um nos contornos bem diferentes da surpresa que foi a vitória do músico Bob Dylan, em 2016. Dylan voltou a levar o troféu para os EUA, algo que não acontecia desde 1993, quando Toni Morrison se tornou a primeira afro-americana a ser distinguida. Depois de Dylan, o prémio volta a ir para os EUA, agora para uma poeta e ensaísta.

Portugal, recorde-se, continua a ter em José Saramago o seu único Nobel da Literatura, uma distinção atribuída em 1998.

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