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Prémios NiT 2024: os 5 livros de autores portugueses que mais gostámos de ler

Escolhemos as obras que mais nos empolgaram no último ano. Agora, são os leitores da NiT que escolhem a vencedora.
Foi um ano muito bom.

Os portugueses estão a ler mais. Ou, pelo menos, é isso que podemos deduzir dos últimos dados relativos às vendas recolhidos pela GFK Portugal e divulgados pela Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL) em janeiro.

O ano passado venderam-se mais de 13 milhões de livros (13.176.303) no nosso País — uma subida de sete por cento face a 2022. A maioria dos livros vendidos (cerca de 34,1 por cento) encaixam-no segmento infanto-juvenil, seguindo-se a ficção (32,3 por cento) e a não-ficção (30,2 por cento).

As edições internacionais tiveram o seu impacto nas vendas, mas as obras de autores nacionais foram igualmente muito procuradas. A seleção da NiT inclui as cinco que mais gostámos de ler em 2023. Agora é responsabilidade dos leitores da NiT votarem naquele que consideram ser o melhor. O processo de votação decorre online e todos podem votar até 7 de fevereiro. A gala decorrerá a 21 de fevereiro no Teatro Tivoli BBVA, em Lisboa. 

Uma das publicações que se destacaram foi “As Cinco Mães de Serafim”, escrito por Rodrigo Guedes de Carvalho. A história acompanha Miguel Serafim e a sua família. A narrativa desenrola-se ao longo de um século (entre 1923 e 2023), retratando diferentes épocas da sociedade.

“Há paixões, fé e mentiras, numa galeria de personagens inesquecíveis. Juras e traições. Segredos tão fundos e inconfessáveis que nos fazem regressar constantemente à pergunta: o que é uma família? Em múltiplos cruzamentos entre o Porto, o Minho, a Galiza e Trás-os-Montes, o romance viaja entre o nevoeiro de um passado doloroso e a força terna da união de três amigos de infância”, lê-se na sinopse.

“O Dever de Deslumbrar”, a biografia de Natália Correia escrita pela argumentista e jornalista Filipa Martins, foi outros dos destaques editoriais de 2023. A escrita do livro implicou a leitura de toda a obra da poeta (inclusive os seus inúmeros textos na imprensa), a consulto do seu espólio nos Açores e entrevistas a dezenas de pessoas que com ela privaram.

Retrata uma mulher destemida e controversa, que se destacou pelo seu pensamento livre e independente, pela sua visão sobre a condição feminina ou a sociedade portuguesa. Natália Correia foi a autora mais censurada durante o regime do Estado Novo, mas também sofreu fortes represálias e foi tratada como reacionária no PREC. Certo é que nunca deixou ninguém indiferente. 

Voltando ficção, em “O Monte do Silêncio”, de Francisco Camacho, acompanhamos a difícil história de vida de Diogo, que vive atormentado por duas tragédias: uma na infância e outra na adolescência.

“Os traumas do passado empurram-no para uma existência desregrada e sem rumo, em que os problemas de memória e os sentimentos de culpa o afastam cada vez mais da verdade acerca de si próprio e daqueles que o rodeiam”, lê-se na descrição.

Partindo da música e da literatura, João Tordo regressou ao ensaio no ano passado, com um conjunto de textos onde explora a relação humana com a espiritualidade e a religião. “Uma Valsa Com a Morte” também aborda temas como o medo que nos limita, “o otimismo que nos impele, a melancolia que nos afunda e a possibilidade da alegria e da comunhão”.

A fechar o lote dos cinco livros que mais gostámos de ler em 2023, surge “Viradas do Avesso”, de Joana Kabuki. A artista costuma escrever sobre sentimentos universais e que nos levam a refletir como, muitas vezes, vivemos aprisionados no tempo. Este é um romance que fala sobre a relatividade das memórias, o peso do passado e a derradeira escolha sobre quem queremos ser quando a vida nos vira do avesso.

“Berta, Alice e Carlota são inseparáveis. Jovens e inocentes, desconhecem que a força do passado não encontra limites. Na sequência de um trágico acontecimento, Berta desaparece. A brutalidade dos eventos muda irremediavelmente as suas vidas, condicionando as suas escolhas e os seus caminhos”, começa por dizer a sinopse.

Volvidos 20 anos, Berta reaparece de forma tão enigmática como desaparecera. O reencontro das três mulheres origina o desfiar de memórias difusas e revela segredos e traumas há muito presos dentro de si. Ao invés de verem sarar as feridas, confrontam-se, uma vez mais, com novos e profundos golpes.

Carregue na galeria e conheça os cinco livros nomeados para os Prémios NiT 2024— realizados em parceria com a Caravela Seguros.

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