Livros

Ter ou não ter rizz: o debate nas redes sociais que deu origem à Palavra do Ano

O termo vencedor começou a dar que falar após as declarações do protagonista do filme da saga "Homem-Aranha", Tom Holland.
Tom Holland popularizou o "rizz"

Ser charmoso, ter estilo e saber como atrair alguém de forma romântica ou sexual são algumas das formas de descrever a Palavra do Ano para a renomada editora Oxford University Press. Rizz, abreviatura de carisma, é a expressão vencedora em 2023.

Talvez seja injusto para quem não integra a geração Z, uma vez que o conceito ganhou fama no TikTok. Porém, foi o ator Tom Holland, que interpreta Peter Parker no mais recente filme da saga “Homem-Aranha”, que deu início à sua popularidade.

“Não tenho qualquer rizz, ou tenho muito pouco”, afirmou, em entrevista ao “BuzzFeed”. Como, já na altura, o protagonista se encontrava feliz numa relação, não precisava do tal rizz. A declaração explodiu em memes e comentários, conduzindo ao inevitável – a apropriação do termo pela geração mais jovem nas redes sociais.

O presidente da Oxford Languages, Casper Grathowl, justifica a escolha da palavra vencedora por refletir o poder das redes sociais nas mutações da linguagem. Embora seja uma expressão mais utilizada entre a geração Z, as partilhas online deram-lhe uma dimensão transversal a todas as idades.

Os outros termos concorrentes a Palavra do Ano eram, também eles, bastantes familiares do mundo digital e das gerações mais recentes. Por exemplo, “swiftie”, que se refere a um fã entusiasta da cantora Taylor Swift ou “de-influencing”, que se traduz na prática de desencorajar o consumismo, especialmente nas redes sociais. Ainda “beige flag”, significando um traço peculiar ou característico de um parceiro que não é distintivamente bom ou mau.

Por fim, concorriam do mesmo modo: “heat dome” (domo de calor); “prompt” (instrução cedida a um programa de Inteligência Artificial que determina os conteúdos produzidos); “parassocial” (relação não recíproca entre um fã/seguidor e uma figura conhecida, na qual o fã começa a sentir que conhece a celebridade como um amigo) e “situationship” (relação romântica ou sexual que não está formalizada).

Para os mais céticos relativamente às novas formas da linguagem, a Merriam Webster – editora norte-americana, conhecida pelos seus dicionários – deixa algumas resssalvas que podem servir de alento. Reconhece que “sinais de uma língua saudável incluem a criação de novas palavras, palavras a serem emprestadas de outras línguas, e palavras existentes a adquirir novos significados”. Assim, segundo as investigações da marca, podemos estar satisfeitos com a evolução da língua (no caso concreto, a inglesa).

ÚLTIMOS ARTIGOS DA NiT

AGENDA NiT