Música

12 salas de espetáculo de Lisboa unem-se para dezenas de concertos em maio e junho

O Lux Frágil, Musicbox, Casa Independente, B.Leza, Damas e Titanic Sur Mer, entre outras, vão receber centenas de artistas.
O Lux é uma das salas incluídas.

As salas de espetáculo têm ordem para reabrir desde segunda-feira, 19 de abril, mas, como esperado, a retoma tem de ser gradual e parcial — até porque muitos dos pequenos clubes ou salas independentes têm de se adaptar bastante.

Em Lisboa, 12 salas de música uniram-se — enquanto Circuito Lisboa — para uma programação conjunta que vai ocupar os meses de maio e junho. B.Leza, Casa Independente, Casa do Capitão, DAMAS, Hot Clube de Portugal, Lounge, Lux Frágil, Musicbox, RCA Club, Titanic Sur Mer, Valsa e Village Underground Lisboa são as salas envolvidas no projeto.

Em conjunto vão ter uma programação que reúne 120 atividades e envolve 480 artistas e outros profissionais da música. A “ação é o resultado visível de um apoio aprovado pela Câmara Municipal de Lisboa no âmbito do plano Lisboa Protege com vista a assegurar a sobrevivência destes espaços, num projeto que viabiliza também o regresso de artistas aos seus palcos”, pode ler-se num comunicado da organização.

“O papel pluridimensional desempenhado por estes espaços reforça a necessidade de assegurar a sua proteção: os mesmos são importantes palcos para a experimentação e para o surgimento, afirmação e circulação de artistas, garantem a diversidade e atuam como mediadores sociais e culturais nas comunidades em que se inserem”, acrescenta o Circuito Lisboa.

“Este projeto garantiu a sobrevivência destas salas durante os meses de inverno através da compensação do prejuízo mensal provocado pelos custos fixos, mantidos desde março de 2020, que não são visados por outras medidas de apoio extraordinárias criadas para fazer face ao impacto causado pela pandemia. Sem condições que viabilizem uma abertura financeiramente sustentável, este apoio da CML possibilita também que as salas de programação de música abram pontualmente as suas portas para estender este apoio a artistas e outros profissionais, promovendo um programa artístico diversificado para a cidade e uma relação de confiança com os públicos. A iniciativa vai também contribuir para devolver alguma da expressão cultural a Lisboa, cidade que se demonstra, uma vez mais, determinada em procurar formas de resistir à paralisação desta atividade”, dizem ainda estas 12 salas de espetáculo.

A programação arranca a 3 de maio, com todas as normas da DGS. A informação sobre datas, horários, bilheteira e distribuição por salas pode ser conhecida no site da iniciativa.

Estão já confirmados artistas como Fogo Fogo, DJ Marfox, Abaixo Cu Sistema, Amaura, Benjamim (em DJ set), Cachupa Psicadélica, Fast Eddie Nelson, Filipe Felizardo, Gala Drop, Herlander & Phoebe, Ho Chi Minh, Mano a Mano + Rita Redshoes, Mary B, Mazarin, Milton Gulli, Mynda Guevera, Primeira Dama, Rastronaut, Studio Bros, Ricardo Toscano Trio, Scúru Fitchádu, Silly e Sreya, entre tantos outros.

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