Música

27 anos depois da morte de Kurt Cobain, os Nirvana têm uma nova música

“Drowned in the Sun” foi composta por um sistema de inteligência artificial que analisou a evolução da banda.
Kurt Cobain of Nirvana (Photo by Jeff Kravitz/FilmMagic)

Esta segunda-feira, 5 de abril, assinalaram-se os 27 anos desde a morte de Kurt Cobain. Foi precisamente essa a idade que o vocalista dos Nirvana tinha quando se suicidou, juntando-se, assim, ao infame clube dos 27. Apesar da morte no dia 5, o seu corpo só foi descoberto no dia 8.

Muita coisa mudou no mundo desde então e a prova disso é que foi lançada uma nova “música” dos Nirvana. Evidentemente, não foi Kurt Cobain que a compôs — nem sequer Krist Novoselic ou Dave Grohl, os restantes membros do grupo, que até revelaram recentemente que tocam juntos em segredo, por pura diversão.

O tema “Drowned in the Sun” foi composto por um sistema de inteligência artificial, baseado no Magenta Al da Google, a partir da análise de 30 canções dos Nirvana. O sistema analisou os riffs de guitarra, as harmonias, os solos, os ritmos de bateria, as mudanças de acordes e as próprias letras para criar uma nova canção, prevendo aquilo que seria a evolução natural dos Nirvana, com base no seu passado.

O sistema de inteligência artificial criou totalmente a canção, tirando a voz — a letra foi interpretada por Eric Hogan, vocalista de uma banda de tributo aos Nirvana. Esta é uma iniciativa do projeto Lost Tapes of the 27 Club, que também está a criar novas canções de artistas como Amy Winehouse, Jimi Hendrix ou Jim Morrison. Por trás do Lost Tapes of the 27 Club, está uma organização dedicada à saúde mental.

“Para mostrar ao mundo o que foi perdido para esta crise de saúde mental, usamos a inteligência artificial para criar o álbum que o clube dos 27 nunca teve a oportunidade de gravar. Através deste disco, estamos a encorajar mais músicos a obter o apoio à saúde mental de que precisam, para que possam continuar a fazer a música que todos amamos. Porque nem a inteligência artificial conseguirá substituir o que é real”, pode ler-se num comunicado do projeto.

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