Música

A-ha estão em boa forma, mas só mesmo o “Take On Me” é que brilhou no Rock in Rio

A banda pop norueguesa é um one-hit wonder que dá, apesar de tudo, bons espetáculos.
A banda atuou no Palco Mundo.

Tal como os Bush e os UB40, os A-ha acabaram por ser uma banda de abertura para o grupo que a grande maioria dos 70 mil presentes no Rock in Rio Lisboa queria ver na noite deste sábado, 25 de junho: os Duran Duran. Contudo, antes de os britânicos subirem a palco, o coletivo pop norueguês ajudou a deixar o público na disposição e frequência certa para vibrar ao som de música dos anos 80.

Há uma série de vantagens para a escolha ter recaído para os A-ha quando a equipa do festival do Parque da Bela Vista programou este cartaz. Por um lado, os noruegueses são os responsáveis por um dos maiores hits da década de 80 — e provavelmente de sempre. Falamos de “Take On Me”, que naturalmente fechou o concerto deste sábado com grande aclamação.

Por outro, a idade já algo avançada dos A-ha — que foram fundados há exatamente 40 anos, em 1982 — não se nota na prestação e postura do vocalista Morten Harket, do guitarrista Pal Waaktar-Savoy ou do teclista Magne Furuholmen, que em palco são acompanhados por outros músicos.

E há ainda outro elemento importante: apesar da experiência e longa carreira (que conta com mais de 10 álbuns de estúdio), os A-ha nunca tinham tocado em Portugal. Foi uma estreia absoluta no Rock in Rio Lisboa, tantos anos depois de se tornarem célebres um pouco por todo o mundo.

Talvez não tenha sido uma banda que, individualmente, tenha contribuído para vender o maior número de bilhetes. Mas foi uma boa aquisição para o alinhamento deste dia de festival mais nostálgico.

Notoriamente em boa forma, apesar das músicas de estética algo datada, os A-ha foram bastante competentes no espetáculo que deram. O público pareceu estar relativamente indiferente à atuação dos noruegueses (até quando homenagearam as vítimas do atentado de sexta-feira na Noruega com “Crying in the Rain”), mas mostrou-se desperto em canções como “The Sun Always Shine On TV” ou “The Living Daylights”, antes, claro, do grande êxtase final cantado em uníssono. A banda só conseguiu brilhar verdadeiramente nessa altura, mas até lá fez um ótimo papel.

Leia também o artigo da NiT sobre a curiosa história de “Take On Me”. E carregue na galeria para ver mais imagens do concerto dos A-ha.

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