O Pink, o novo bar-discoteca instalado no antigo Tendinha dos Clérigos, abriu portas esta sexta-feira, 16 janeiro. O espaço, agora com uma orientação musical distinta e público-alvo mais jovem, mantém a continuidade familiar na gestão, mas com identidade própria centrada em sonoridades comerciais e na noite cosmopolita em torno dos Clérigos.
A proposta afasta-se do foco exclusivo no rock e aposta numa linha mais acessível e dançável, alinhada com o perfil atual da Baixa do Porto, marcada pelo turismo e por circuitos noturnos mais diversificados. ”Há mais turistas e muitos miúdos Erasmus“, relatou Alberto Fonseca à NiT.
O filho Osvaldo Fonseca, que já trabalhava no HD Bar, a poucos metros dali, é o responsável pelo novo conceito, que apresenta uma imagem renovada e programação ajustada ao público que hoje frequenta o centro histórico, mas preservando a ligação afetiva da família ao lugar.
Alberto Fonseca esteve duas décadas, à frente do Tendinha dos Clérigos, sinónimo de noites rockeiras ,e com uma clientela fiel. Situado na Rua Conde de Vizela, em plena da movida portuense, abriu portas a 15 de abril de 2005 e encerrou a 10 de janeiro. “Um dia doloroso para mim e para todos. Só conseguia, chorar. Vivo o Tendinha desde a adolescência”, confessou à NiT.
O encerramento, anunciado nas redes sociais a 1 de janeiro, animou a nostalgia de quem ali viveu noites inesquecíveis. No último dia, os fiéis não faltaram à despedida e a casa teve uma enchente “à moda antiga“, daquelas em que “mal dava para respirar lá dentro”.
“Sim, aqui fez-se história“, partilhou Alberto Fonseca, nas redes sociais, em tom de “missão cumprida”.
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Ao longo dos anos, o Tendinha tornou-se um símbolo para quem viveu as noites portuenses entre guitarras e riffs, acompanhando transformações urbanas e culturais. A casa sempre teve Alberto Fonseca ao comando, o mesmo empresário que, antes disso, geriu um espaço com o mesmo nome, na Praça dos Poveiros, igualmente dedicado ao universo do rock alternativo.
Leia também este artigo da NiT e fique a saber mais sobre os 20 anos de história do antigo Tendinha dos Clérigos, “um espaço de culto para os fãs de rock e da noite alternativa”.

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