Scorpions, Pedro Sampaio e 30 Seconds to Mars. Em 2025, o festival MEO Marés Vivas recebeu alguns dos grandes nomes da música dentro de diferentes géneros. Para este ano, o cartaz promete ser igualmente eclético, mas com uma grande novidade: a localização.
Este sábado, 31 de janeiro, Luís Filipe Menezes, presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, anunciou no seu Facebook que o evento vai abandonar o concelho. Avançou ainda que a autarquia de Matosinhos pretende negociar a alocação da festa com os promotores.
Durante a campanha eleitoral, Menezes afirmou que o Marés Vivas passaria da freguesia da Madalena para o “interior do município”. Apresentou, inclusive, “uma localização magnífica, junto à Circular Regional Exterior do Porto, com melhores acessos e estacionamento” à organização. No entanto, agora revela ter sido pressionado e até chantageado “para mudar o compromisso assumido perante o povo em campanha eleitoral”.
“A pressão e a ameaça de muitos emissários com a notícia de que o festival ia mudar para outro concelho foi diária”, escreveu. “O presidente da Câmara de Gaia só tem uma palavra e nenhum empresário manda aqui.”
O autarca também defende que “todo o território merece igual tratamento e o sucesso não depende do local mas do elenco”. Como exemplo, fala de Mick Jagger, que poderia dar um concerto em Olival e que “teria sempre mais público que uma banda fatela no centro da capital do País.”
“Assim, partimos para um novo ciclo, mas com a consciência limpa da palavra honrada e com a certeza que se tivermos uma ano de intervalo ninguém morrerá e que voltaremos outra vez ainda mais fortes com uma grande iniciativa”, conclui.
Este ano, o Marés Vivas decorrerá a 17, 18 e 19 de julho.

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