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Ano novo, casa nova: Coletivo Gira leva roda de samba para a Fábrica Braço de Prata

Grupo de samba formado por mulheres dá início às apresentações no próximo sábado, 10 de janeiro.

O Coletivo Gira, grupo de samba formado apenas por mulheres, começa 2026 com novidades: vai estar semanalmente num novo espaço. A partir deste sábado, 10 de janeiro, a roda de samba que conquistou Lisboa vai atuar na Fábrica Braço de Prata.

As artistas brasileiras Kali, Brunão, Emile, Lika, Tida e a francesa Méli juntam-se para cantar e tocar vários instrumentos no ritmo que não deixa ninguém parado. Foi nas redes sociais que o grupo anunciou a parceria com o centro cultural em Marvila.

A primeira apresentação vai acontecer das 16 às 21 horas. A mudança de morada é uma das novidades trazidas pelas artistas, que têm nos planos a produção de temas originais e o lançamento de um disco em breve. 

Desde 2020, que o grupo atrai um público cada vez maior de brasileiros saudosos e tem também despertado a atenção dos portugueses, rendidos ao ritmo contagiante do samba. Até 2025, as atuações tinham lugar no Clube Oriental em Lisboa e, posteriormente, em diferentes pontos da cidade, até passarem novamente a contar com um local fixo.

O combate às discriminações de género, ao racismo e à xenofobia faz parte da identidade do grupo. No repertório, mantém-se uma mistura que vai do tradicional ao popular, com especial destaque para artistas femininas como Leci Brandão, Clementina de Jesus, Dona Ivone Lara, Renata Jambeiro e Mariene de Castro.

Os bilhetes antecipados custam 7€, mas poderão ser adquiridos no evento por 10€.

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