António Chainho, músico e compositor português, morreu esta terça-feira, aos 88 anos, na sua residência em Alfragide, nos arredores de Lisboa. O falecimento aconteceu precisamente no dia em que celebrava o seu aniversário. A causa da morte não foi revelada.
António Chainho tinha encerrado a carreira artística de seis décadas em setembro de 2024. Para assinalar a despedida, editou um último álbum, “O Abraço da Guitarra”, um tributo aos seus mestres.
Na altura do lançamento do disco e em tom de despedida, o músico explicou: “Homenageio aqueles que foram os meus professores através da rádio, nomeadamente os grandes guitarristas Armandinho, José Nunes, Raul Nery, Francisco Carvalhilho e Domingos Camarinha”.
António Chainho nasceu a 27 de janeiro de 1938, em São Francisco da Serra, no concelho de Santiago do Cacém, distrito de Setúbal, e começou a tocar no meio fadista na década de 1960.
Na década de 1970, começou a preocupar-se com o futuro da guitarra portuguesa, temendo que o instrumento pudesse perder relevância caso não existisse formação para novos instrumentistas. Esse objetivo viria a concretizar-se décadas mais tarde, com o início do ensino da guitarra portuguesa no Museu do Fado, em Lisboa.
Em 2005, foi também criada uma escola com o seu nome, em Santiago do Cacém, dedicada ao ensino de um dos instrumentos mais emblemáticos da música portuguesa.
Em 2022, António Chainho foi condecorado pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, com o grau de Comendador da Ordem do Infante D. Henrique.
A música do “Mestre da Guitarra Portuguesa” cruzou fronteiras. A publicação britânica “Songlines” referiu-se a António Chainho como o compositor do tema “Notas em Movimento” em parceria com o músico basco Kepa Junkera, lançado em 2015, referindo-se ao guitarrista como um verdadeiro “embaixador da guitarra portuguesa”.

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