Música

Aos 78 anos, Grace Jones mostrou no Kalorama que ainda sabe encher um palco

A jamaicana percorreu mais de quatro décadas de carreira num alinhamento que terminou com o incontornável “Slave to the Rhythm”.

O concerto de Grace Jones estava marcado para a meia-noite e um quarto, mas foi preciso esperar mais 20 minutos para ver a artista a subir ao Palco Sagres do MEO Kalorama. Cabeça de cartaz do palco secundário, era aguardada por quem acompanha a sua carreira há décadas e novos fãs que não quiseram perder a oportunidade de a ver ao vivo.

No início da madrugada deste sábado, 29 de agosto, a jamaicana levou ao Parque da Bela Vista alguns dos temas mais conhecidos de quatro décadas de trabalho, que inclui áreas como música, moda, cinema e performance.

“Nightclubbing”, versão do tema de Iggy Pop que deu nome ao álbum lançado por Jones em 1981, abriu um alinhamento marcado por várias músicas que ajudaram a construir a sua imagem como uma das figuras mais singulares da pop das últimas décadas.

Seguiu-se “This Is”, antes de “Private Life”, originalmente dos Pretenders. A escolha não é uma exceção na discografia de Grace Jones: ao longo da carreira, a cantora apropriou-se várias vezes de temas de outros artistas e transformou-os através da voz grave, da eletrónica, do reggae e da estética que sempre acompanhou os seus espetáculos.

“Demolition Man”, dos The Police, deu continuidade ao alinhamento, seguindo-se “My Jamaican Guy” e “I’ve Seen That Face Before (Libertango)”, um dos temas mais reconhecíveis do catálogo da artista.

O concerto passou também por “Williams’ Blood” e por uma interpretação de “Amazing Grace”, antes de “The Key” encaminhar a atuação para uma sequência de músicas bem conhecidas.

“Love Is the Drug”, dos Roxy Music, voltou a mostrar a ligação de Jones às versões que acabaram por ficar associadas à sua própria carreira. Já “Pull Up to the Bumper” recuperou um dos maiores êxitos do álbum “Nightclubbing”.

O encerramento ficou entregue a “Slave to the Rhythm”, um dos temas mais emblemáticos da cantora e presença quase obrigatória nos seus espetáculos.

O atraso obrigou os fãs a esperar mais do que estava previsto, mas a passagem pelo MEO Kalorama acabou por percorrer várias fases de uma carreira que continua difícil de encaixar numa única categoria. Mais de quatro décadas depois dos discos que a transformaram num ícone, Grace Jones continua a tratar um concerto como algo que vai muito além de simplesmente subir ao palco e cantar.

Carregue na galeria para ver algumas imagens do concerto de Grace Jones no MEO Kalorama.

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