Música

Após encerrar no início do ano, Tendinha dos Clérigos reabre pista de dança por uma noite

Durante duas décadas foi um dos grandes símbolos da noite portuense, com rock do bom e casa cheia até de madrugada.

Foi logo no primeiro dia de 2026 que a noite portuense perdeu um grande símbolo: Alberto Fonseca, o dono da Tendinha dos Clérigos, anunciou que o espaço iria fechar após mais de duas décadas de puro rock. Os clientes ficaram tristes, mas, agora, surgiu uma boa notícia: o conceito vai regressar para uma noite especial.

“Dia 19 de setembro regressamos à nossa pista de dança favorita”, revelou o espaço nas redes sociais. A noite começa às 22 horas e terá vários DJ’s presentes. 

“A despedida foi real e marcou o fim de uma fase muito importante das nossas vidas. Mas percebemos também que fechar o Tendinha não tinha de significar nunca mais nos encontrarmos. Não queremos voltar ao modelo anterior. Queremos apenas que, de vez em quando, exista uma noite em que possamos voltar a estar todos aqui”, diz o fundador do espaço.

Na Baixa, junto da Torre dos Clérigos, este foi, durante anos, um dos mais emblemáticos espaços da vida noturna da cidade. Inaugurado a 15 de abril de 2005, tornou-se, ao longo das décadas, num ponto de culto para os fãs de rock e da noite alternativa.

O projeto nasceu de uma vontade de criar uma cultura musical distinta. O fundador, agora com 54 anos, já estava ligado à noite do Porto desde a adolescência, quando assumiu o negócio da família nos finais da década de 80. O histórico começou muito antes dos Clérigos, visto que, inicialmente, a Tendinha estava na zona dos Poveiros, onde ficou entre 1989 e 2005. 

Os anos entre 2006 e 2008 foram uma verdadeira loucura. Havia filas intermináveis à porta, com cerca de 1.100 pessoas por noite e quase não se conseguia andar lá dentro. Houve noites em que os clientes não queriam sair, mesmo depois do encerramento.

O espaço ficou conhecido pela atmosfera acolhedora e pelo ambiente musical consistente. Ali reinava o rock clássico, alternativo e indie, sempre ao som de DJ residentes, convidados e, por vezes, bandas ao vivo. Não era raro ver a pista cheia até de madrugada, com uma programação que consolidou o espaço como uma referência para quem queria algo diferente do mainstream na noite portuense.

Leia o artigo da NiT para conhecer melhor a história da Tendinha dos Clérigos. E descubra também no que é que o espaço se transformou após o encerramento.

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