Música

Estivemos nos bastidores do concerto de Sérgio Godinho

Foram três noites no Capitólio, em Lisboa, para apresentar “Nação Valente”. Antes do espetáculo distribuiu piadas e jantou iscas.

O camarim 3 do Capitólio era dele.

O camarim que ocupa no Capitólio tem meia dúzia de metros quadrados, duas cadeiras, um balcão corrido, um espelho e um cabide. Contudo, isso não incomoda minimamente Sérgio Godinho porque ele só precisa de “um momento de isolamento” antes de um concerto. Muda de roupa para sentir o clique que lhe transmite a responsabilidade de entrar em palco mas, de resto, tudo igual. Na noite em que recebe a NiT — no sábado, 24 de fevereiro — até janta iscas.

“Tem é de ser cedo para passar pelo menos hora e meia. Se estamos de barriga cheia nem a respiração é igual”, explica.

Este é o segundo de três espetáculos no renovado espaço de Lisboa para apresentar “Nação Valente”, o novo álbum de originais editado pela Universal em janeiro. Segue-se a Casa da Música, no Porto, no início de março.

Há sete anos que não apresentava um trabalho de originais — pelo meio gravou outras coisas, escreveu livros e lançou-se num projeto com Jorge Palma. “Estive tão ocupado com outras coisas que nem dei por isso.”

Para “Nação Valente” escreveu os textos e pediu músicas a amigos e colegas, como José Mário Branco ou Márcia. A faixa que mais o surpreendeu, “Grão da Mesma Mó”, abre o álbum e chegou de David Fonseca.

“Isto é como os filhos, gosto de todos por razões diferentes mas a canção que o David me deu desafiou-me bastante. Tem uma parte falada, duas cantadas. Não estava habituado àquele registo dele, apesar de já termos colaborado antes.”

É o próprio David Fonseca que se ouve a tocar piano na faixa e a fazer os coros, uma sugestão de Nuno Rafael, que dirigiu musicalmente o projeto e que também toca na banda.

Em “Nação Valente” há um tema chamado “Mariana Pais, 21 anos” mas, se houvesse um com o nome “Sérgio Godinho, 72 anos”, o que diria a letra? “

“Uma coisa comum a essa Mariana Pais, que diz: ‘Diz-me para onde vais, com essa sede de ter mundo’. Eu, de facto, com 21 anos, antes e depois, sempre tive sede de ter mundo, de conhecer pessoas, lugares, ter experiências de vida. Claro que agora tenho muito mais mas há algo que se preserva dessa inocência e dessa procura. A essência é a mesma.”

Para ver a fotorreportagem dos bastidores do concerto de sábado, 24, carregue na imagem.

ÚLTIMOS ARTIGOS DA NiT

NiTfm
Novos talentos

AGENDA NiT