Música

Blaya: “Quisemos aproveitar o facto de o funk estar na moda e trazer este meu lado tropical”

Tem dois novos singles: “Vem na Vibe” e “Má Vida”, o lado mais pop e o mais underground da cantora que pertenceu aos Buraka Som Sistema.

O novo disco sai em outubro.

Durante anos pisou palcos de todo o mundo enquanto frontwoman e bailarina dos Buraka Som Sistema. O grupo decidiu terminar em 2016 e Blaya, nascida no Brasil mas criada no Alentejo e no Algarve, dedicou-se aos workshops de dança, que se tornaram um sucesso.

Este ano voltou como cantora e ressuscitou a sua carreira a solo — e que regresso. O single “Faz Gostoso” foi lançado em março e soma mais de 23 milhões de visualizações só no YouTube. Não há qualquer música portuguesa que tenha números maiores na mais popular plataforma de vídeos do mundo.

Bastou uma música para a fazer percorrer o País de norte a sul, com concertos todas as semanas. Foi o primeiro avanço de um álbum que chega em outubro.

Na quinta-feira, 13 de setembro, mostrou duas novas faixas: “Vem na Vibe” e “Má Vida”. Uma representa o seu lado mais pop; a outra a sua faceta mais crua e underground. A verdade é que as músicas do disco já estão todas prontas — a maioria há quase um ano.

A NiT falou com Blaya — na limusine cor-de-rosa que aparece num dos seus novos videoclips — a propósito dos novos temas e do ano fantástico que tem tido.

“Faz Gostoso” teve um sucesso incrível, é a música portuguesa com mais visualizações de sempre no YouTube. Estava à espera que tivesse este impacto?
Passou a ser, não sei como é que está a do Deejay Télio [“Esfrega Esfrega” tem 22 milhões de visualizações]. Estava muito próxima do dele, não sei se já ultrapassei. Não estávamos à espera que fosse assim tão grande, no entanto nós trabalhámos para isso. Para que fosse uma boa música e um hit. Se pensámos que íamos atingir estes números? Claro que não. Um milhão já era suficiente, era muito bom.

Mas 23 milhões de visualizações em seis meses é outra coisa. Quanto tempo demorou a criar este single?
A [equipa dos estúdios] RedMojo fez um writing camp, estivemos dois dias em estúdio. E quem fez esta música foi o MC Zuka. Ele já tinha a ideia, nós acabámos a música e isso ajudou bastante. A preparação da música durou um dia. Para ela sair, com videoclip, é que já demorou. Mas tudo para que a música corresse bem e fosse o hit que é agora.

Esse writing camp aconteceu no ano passado, ainda?
Sim, com vários songwriters e produtores. Fizemos 21 músicas e dessas escolhemos 12, que vão fazer parte do meu álbum que chega em outubro. Conta com algumas participações, boa vibe, é só mais um mês e o álbum já vai estar nas ruas. Tem estilos variados, desde baladas a funk, rap, eletrónica. Para teres uma boa música por vezes tens de ter várias pessoas a trabalharem juntas.

E como foi parar a este grupo de pessoas? Depois do fim dos Buraka Som Sistema, teve uma fase mais parada, que coincidiu com a sua gravidez, não foi?
Sim, e só dava aulas, porque tinha mais tempo para viajar — muitas das minhas aulas são fora de Portugal. Queria começar a gravar músicas novas e perguntei ao Emerson, da RedMojo, se o estúdio dele dava para alugar para eu gravar. Ele perguntou-me o que ia fazer, eu disse que ia gravar músicas novas, ele disse: “não, vamos sentar-nos juntos e fazer uma cena fixe”. Fui almoçar com ele e planeámos tudo.

blaya
Blaya deixou as famosas aulas de dança em pausa.

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