Música

Bush aqueceram o Rock in Rio com um concerto competente, mas que soube a pouco

A banda britânica abriu o Palco Mundo do Rock in Rio neste sábado, no mesmo dia em que tocam Duran Duran, os A-ha ou os UB40.
Gavin Rossdale estava enérgico.

Os Bush tiveram o desafio de abrir o Palco Mundo do Rock in Rio Lisboa, neste segundo fim de semana de festival no Parque da Bela Vista. O cartaz de sábado, 25 de junho, foi feito a pensar sobretudo no público que gosta de música dos anos 80 — possivelmente porque era jovem naquela altura. 

Com Duran Duran, A-ha e UB40 no alinhamento, os Bush eram os mais jovens do palco principal — uma vez que lançaram o seu disco de estreia, “Sixteen Stone”, em 1994. O público ainda estava algo morno e a despertar para um dia inteiro de festival, e os Bush podem ter sofrido um pouco com isso (além de possivelmente terem fãs distintos dos das outras bandas do cartaz), mas os britânicos — que sempre tiveram mais sucesso nos EUA, já que foram muito inspirados pelas sonoridades grunge de Seattle — souberam dar um concerto competente. 

Com bastante energia e atitude, além de estarem bem dispostos, o frontman Gavin Rossdale e restantes Bush tocaram alguns dos seus maiores êxitos, puxando ativamente pela plateia. Rossdale, aliás, irrompeu completamente pela multidão a meio do concerto, ultrapassando até as barreiras de segurança. Atitude mais rock n’ roll do Rock in Rio Lisboa 2022 até agora. 

“Glycerine” foi o tema onde os fãs mais se fizeram ouvir, apesar de que talvez não tenha sido a versão mais inspirada da canção. “Machinehead” e “Comedown” foram outras das que se destacaram, embora tenham faltado no alinhamento faixas célebres como “The Chemicals Between Us” ou “Swallowed”. Optaram antes por tocar várias músicas do trabalho mais recente, “Kingdom”, de 2020 — como a homónima “The Kingdom”, “Flowers On A Grave”, “Blood River” ou “Ghosts In The Machine”.

Nas filas da frente o entusiasmo para ver os Bush era notório e Gavin Rossdale também reparou: “Obrigado, vi as T-shirts, os cartazes, vocês sabem as letras, isto é incrível”, disse, após regressar ao palco, depois da autêntica corrida de velocidade e obstáculos que fez entre o público do Parque da Bela Vista.

A atuação ficou concluída de forma algo desapontante, já que nem chegou a uma hora de espetáculo nem houve direito a encore — pode-se dizer que soube a pouco. Mas os Bush foram eficazes a agitar pela primeira vez a plateia neste terceiro dia de festival e a aquecer o ambiente para as bandas que se seguem.

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