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Câmara de Lisboa dispensa Rock in Rio de pagar 3 milhões de euros em taxas

O festival fica dispensado de várias taxas municipais nas edições de 2026 e 2028, apesar das críticas da oposição.

A próxima edição do Rock in Rio Lisboa está marcada para 20, 21, 27 e 28 de junho. Com o cartaz praticamente fechado, o festival promete voltar a encher o Parque Papa Francisco com milhares de fãs que ali querem ver os seus artistas e bandas favoritas. No entanto, o evento tem estado sob polémica. 

Desta vez, o tema diz respeito à isenção de taxas municipais milionárias. A Assembleia Municipal de Lisboa aprovou esta quarta-feira, 6 de maio, uma proposta que dispensa o festival de pagar cerca de 3,13 milhões de euros em taxas nas edições de 2026 e 2028.

A medida foi aprovada com votos favoráveis de PSD, IL e CDS-PP. O PS optou pela abstenção, acabando por ser decisivo para a aprovação da proposta. Chega, Livre, PCP, BE, PAN e PEV votaram contra.

Segundo o novo protocolo entre a Câmara Municipal de Lisboa e a Rock World Lisboa, promotora do festival, a isenção inclui várias despesas associadas ao evento, como licenças especiais de ruído, ocupação do Parque Papa Francisco, em Loures, e ações de divulgação.

Durante a discussão, o vereador da Cultura, Diogo Moura, defendeu que o festival continua a ter um impacto económico e turístico relevante para a cidade. O responsável destacou ainda o investimento de cerca de 1,2 milhões de euros feito pela organização na preparação do recinto onde o evento decorre.

Do outro lado, vários partidos criticaram o apoio dado a um evento privado com grande dimensão comercial. O Livre considerou que a decisão cria desigualdade face a pequenos promotores culturais e comerciantes locais, que continuam a pagar taxas municipais. Também o PCP, BE e PAN questionaram se a isenção é realmente necessária para garantir a permanência do festival em Lisboa.

Já o Chega criticou o facto de o município “pagar para outros lucrarem”, referindo os preços elevados dos bilhetes e a dimensão comercial do evento.

Apesar das críticas, os partidos que apoiaram a proposta defenderam que o Rock in Rio continua a ser um dos maiores eventos realizados na cidade e uma ferramenta importante de promoção internacional de Lisboa.

De acordo com um estudo da Nova SBE sobre a edição de 2024, o festival terá gerado cerca de 120 milhões de euros para a economia portuguesa, com grande parte do público a vir de fora do município.

A próxima edição do Rock in Rio Lisboa acontece já nos dias 20, 21, 27 e 28 de junho, no Parque Papa Francisco. A edição seguinte está prevista para 2028, embora as datas ainda não tenham sido anunciadas.

Carregue na galeria para saber quando serão os maiores concertos que vai poder ver em Portugal ao longo deste ano.

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