Música

Cantora de 57 anos morre de Covid após contrair a doença de propósito

Hanka Horká pretendia obter um certificado de recuperação para voltar a frequentar teatros, saunas e concertos sem estar vacinada.
Filho culpa movimento anti-vacinas.

Hanka Horká, vocalista da banda de música folk Asonance, morreu a 16 de janeiro por complicações relacionadas com a Covid-19, que contraiu de forma intencional. Aceder a um certificado de recuperação era o objetivo da cantora de 57 anos. Queria voltar a frequentar os espaços que lhe estavam vedados se não apresentasse esta declaração ou prova de vacinação — na qual não acreditava.

Na República Checa, de onde é natural, estes documentos são obrigatórios para entrar em espaços culturais e desportivos, bem como para viajar e visitar bares e restaurante. O mesmo acontece em Portugal.

Numa entrevista à rádio pública daquele país, na segunda-feira, 17 de janeiro, o filho da artista contou que a mãe decidiu expor-se, propositadamente, ao vírus, depois do próprio e do pai terem contraído a doença antes do Natal. Os dois estavam vacinados. Porém, como ela ambicionava “continuar a viver normalmente” com a família, “preferiu apanhar a doença do que ser vacinada”, disse.

Jan Rek culpou um movimento anti-vacinas pela morte da mãe, afirmando que os seus líderes têm “as mãos sujas de sangue”. “Sei exatamente quem a influenciou. Deixa-me triste que acreditasse mais em estranhos do que na própria família”, desabafou.

O filho revelou ainda que o mesmo movimento, além de promover a rejeição do fármaco, defendia a teoria da contração da doença “para terem imunidade natural e anticorpos”.

Ironicamente, dois dias antes da sua morte, Hanka Horká partilhou no Facebook: “Sobrevivi… Foi intenso”. Acrescentou que a partir dali as as visitas aos teatros, saunas e concertos, assim como uma viagem ao mar, já iam ser possíveis.

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