Música

Chemical Brothers: um espetáculo onde a música, a luz e o vídeo não vivem sem os outros

O primeiro dia do MEO Kalorama foi o mais eletrónico — uma aposta de sucesso. Os irmãos de armas encerraram o palco principal.
A dupla atuou de forma enérgica no Palco MEO.

O dia de estreia do novo festival MEO Kalorama — que aconteceu esta quinta-feira, 1 de setembro, no Parque da Bela Vista — foi o mais eletrónico dos três. Numa era em que abundam os festivais de EDM e as festas de techno ou house, foi bom presenciar toda uma palete de performances de música eletrónica de diferentes texturas, feitios e estéticas no Parque da Bela Vista — distante das convenções do presente.

Desde a música serena e orquestral de Rodrigo Leão à eletropop dançável dos Years & Years, a abrangência foi grande. Pelo meio houve espaço para os momentos calmos e (também) eufóricos na atuação de James Blake, a eletrónica de vanguarda dos anos 70 dos Kraftwerk, ou a cumbia eletro dos Bomba Estéreo, entre outras performances.

Outros dos principais cabeças de cartaz eram os The Chemical Brothers, a dupla formada pelos britânicos Tom Rowlands e Ed Simons, que subiram ao palco principal por volta das 23h30. Fundados no início dos anos 90, pertencem à geração que criou o chamado subgénero big beat — ao lado de nomes igualmente icónicos como os The Prodigy ou Fatboy Slim.

Em palco, os The Chemical Brothers continuam a cruzar beats de hip hop acelerados com riffs de guitarra distorcidos, passando por muitas outras sonoridades pelo meio. O resultado? Dezenas de milhares de pessoas a dançar em frente do grande palco do MEO Kalorama numa quinta-feira à noite.

Podem ser apenas dois, mas os The Chemical Brothers levam uma parafernália de equipamentos para os ajudar a manter a performance dinâmica e estimulante. A conjugação dos efeitos de luz com os vídeos gravados a serem transmitidos nos ecrãs — tudo em sintonia perfeita com a música — resulta numa atuação impressionante, onde o movimento é constante e o público dá por si a dançar e a vibrar enquanto observa, algo hipnotizado, tudo aquilo que está à sua frente.

A fórmula é simples de caracterizar, mas só é possível depois de um enorme esforço e trabalho da equipa envolvida na produção do espetáculo. E faz com que os The Chemical Brothers sejam muito mais do que uma mera dupla de DJ — e que o seu lugar só pertença, de facto, num palco daquela dimensão.

Carregue na galeria para ver mais imagens da performance dos The Chemical Brothers no MEO Kalorama.

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