Música

Dois anos depois, o Jazz em Agosto está de volta à Gulbenkian

Vão ser 14 atuações no total, em dois palcos diferentes, entre 29 de julho e 8 de agosto.
Desta vez os concertos não serão ao ar livre.

Por causa da pandemia de Covid-19, a 36.ª edição do Jazz em Agosto — que aconteceu no ano passado e mudou o nome para Jazz 2020 — teve uma abordagem diferente quanto aos convidados. Nesta edição, apenas artistas portugueses preencheram o cartaz do evento. Já este ano, o Jazz em Agosto regressa a uma nova normalidade, juntando músicos portugueses a artistas internacionais. A 37.ª edição acontece entre 29 de julho e 8 de agosto, com dois palcos únicos: o Grande Auditório e o Auditório 2, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.

O festival começa a 29 de julho às 21 horas e a grande abertura será feita pelo saxofonista alemão Peter Brötzmann, pelo baterista Han Bennink e pelo pianista Alexander von Schlippenbach, que se uniram para celebrar os mais de 50 anos do projeto “Machine Gun”, gravado originalmente por Peter, Han e outros nomes do jazz europeu.

No dia seguinte poderá assistir ao concerto de Luís Vicente. O trompetista começa a atuação às 18 horas no Auditório 2. Umas horas depois, às 21, o jazz soa no Grande Auditório com o quinteto The End, composto por Mats Gustafsson e Kjetil Møster no saxofone, acompanhados por Anders Hana na guitarra e Børge Fiordheim na bateria. A voz é de Sofia Jernberg. O grupo vai apresentar o seu álbum de 2020 “Allt Är Intet”.

A 31 de julho, o primeiro concerto será dado pelo duo de Ignaz Schick e Oliver Steidle, que vão apresentar o álbum “Ilog2”, que contém elementos do jazz, da improvisação, do noise, da música eletroacústica, do hip hop, do dubstep e do house. No Grande Auditório vai poder assistir ao trio Ikizukuri, acompanhados pela trompetista Susana Santos Silva, que gravou com eles o álbum “Suicide Underground Orchid”.

No primeiro dia de agosto é a vez de João Pedro Brandão apresentar “Trama no Navio”, acompanhado por Ricardo Pereira no piano, Hugo Carvalhais no contrabaixo e Marcos Cavaleiro na bateria. No grande palco atuará Fire!, encabeçados pelo saxofonista Mats Gustafsson.

Após uma breve pausa, o festival regressa a 5 de agosto com dez artistas no mesmo palco. Pedro Moreira Sax Ensemble junta oito saxofonistas a um contrabaixo e a uma bateria.

A 6 de agosto regressam as duas atuações diárias, com Gabriel Ferrandini a tocar “Hair of The Dog” juntamente com Miguel Abras, Vasco Futscher e Helder Nelson. Após este concerto único no Auditório 2 é a vez de o grupo Hedvig Mollestad se apresentar no Grande Auditório com “Ekhidna”, um álbum que tem influências de grupos rock como Pink Floyd, Iron Maiden e Black Sabbath.

No penúltimo dia do Jazz em Agosto, o Auditório 2 terá a sua segunda atuação a solo com a austríaca Katharina Ernst, que, recorrendo à percussão, apresentará “Extrametric”. No Grande Auditório o jazz vem de Anthropic Neglect, constituído por José Lencastre, Jorge Nuno, Felipe Zenícola e João Valinho.

O encerramento da 37.ª edição do festival será feita por João Lobo no Auditório 2, com o álbum “Simorgh”, e pelo grupo Roots Magic, que levam ao Grande Auditório o projeto “Take Root Among The Stars”.

Todos os concertos no Auditório 2 começam pelas 18 horas, enquanto os espetáculos do Grande Auditório têm início às 21 horas. Um bilhete para um concerto no Auditório 2 custa 5€, para o Grande Auditório fica por 10€. No entanto, pode comprar passes para todas as atuações em cada sala. O passe do Auditório 2 tem um preço de 25€ e o passe para o Grande Auditório custa 65€.

Pode obter os bilhetes na bilheteira da Fundação Gulbenkian que se encontra aberta de segunda-feira a sábado das 10 horas às 18 horas ou pode também adquiri-los no site oficial.

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