Música

Esqueça o “Quem Trouxe?”. A música agora é outra, porque “O Natal Somos Nós”

O ALDI juntou-se à Skoola neste jingle festivo. O objetivo é ajudar a financiar os estudos de jovens em situação de risco.
80 por cento dos alunos da Skoola são bolseiros.

Este ano, a música de Natal mais ouvida em Portugal pode não ser a “All I Want For Christmas is You”, de Mariah Carey, ou mesmo a “Last Christmas”, dos Wham!. E até o famoso tema “Quem Trouxe?” do Pingo Doce, arrisca ficar para trás. Sim, o anúncio viral já tem competição à altura.

Esta terça-feira, 28 de novembro, o ALDI apresentou o seu primeiro jingle natalício, “Uma Música de Natal Diferente” O tema foi criado em participação com os alunos da Skoola – Academia de Música Urbana, situada no Village Underground, em Lisboa, e já soma mais de um milhão de visualizações no Facebook.

“Podia ser só mais uma música de Natal, mas e se pudesse fazer a diferença?”, ouve-se logo no início do vídeo. É então que começam os versos que têm tudo para serem trauteados de norte a sul do País: “Não há neve nem trenós / O Natal somos nós”.

Através da colaboração, a retalhista quer apoiar a escola que promove a educação musical de jovens entre os 10 e os 18 anos, com um donativo de 50 mil euros. O objetivo é permitir que os alunos que a frequentam, e que se encontram numa situação de risco, possam continuar a perseguir o sonho de estudar e trabalhar no mundo da música.

“Atualmente, 80 por cento dos jovens da Skoola são bolseiros e, em julho deste ano, a instituição perdeu o financiamento que assegurava a atribuição destas bolsas desde a sua fundação, há cerca de três anos”, recorda a retalhista. “Esta é mais do que uma música natalícia. Concretiza a nossa vontade em fazer a diferença na vida das pessoas.”

O que é a Skoola?

Quando foi inaugurada, em abril de 2021, esta escola tinha uma missão simples: levar a música e o seu modo de vida ao maior número de jovens possível. É uma academia onde a aprendizagem desta arte não segue regras ou modelos convencionais, mas que se foca no ” jovem participante, enquanto construtor do seu próprio conhecimento”.

É neste espaço multifuncional, com salas para as atividades em autocarros, contentores e uma sala de espetáculos, que miúdos podem descobrir o seu potencial artístico através de ciclos e bootcamps: em cada um, gerem o processo desde o tema que querem abordar, aos instrumentos que querem usar, à letra da música e à composição, com ajuda da equipa de facilitadores.

O Instituto Politécnico de Lisboa é o parceiro responsável pela definição do modelo de ensino-aprendizagem a implementar. A formação organiza-se em torno de trêss grandes eixos: nterligados pela prática musical e sustentados no desenvolvimento do pensamento teórico: produção e DJing; criação e composição; performance.

Esta academia nasce a partir do projeto Acorde Maior, que é um ensemble performativo de 30 jovens residentes na Área Metropolitana de Lisboa. Houve várias edições destas sessões de exploração criativa, com a ajuda de músicos mentores, e o sucesso foi tão grande que o projeto tornou-se permanente.

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