Música

Só êxitos no show de uma vida. Vai ser assim o concerto de Madonna em Lisboa

A cantora voltou aos palcos este sábado com a sua “Celebration Tour”. Chega a Portugal em novembro.
Está quase a passar por Portugal.

6 e 7 de novembro são as datas que todos tinham na agenda e que estiveram tremidas. Apesar de um susto de saúde, Madonna não mexeu no calendário e dentro de poucas semanas subirá ao palco da Altice Arena.

A artista norte-americana de 65 anos lançou-se este sábado, em Londres, numa “viagem documental através da sua vasta carreira”. Um espetáculo que inclui mais de 40 canções, revelou o seu diretor musical, Stuart Price, em entrevista exclusiva à “BBC”. A “Celebration Tour” irá explorar quatro décadas de gravações e imagens de arquivo.

“Um grande êxito não tem de ser uma canção. Pode ser um guarda-roupa, um vídeo ou uma declaração”, confessou Price, que garantiu que Madonna está de volta em plena forma após um problema de saúde sofrido no verão. A artista foi encontrada inconsciente no seu apartamento em Nova Iorque em junho, antes de ser diagnosticada com uma uma grave infeção bacteriana.

Já recuperada, subiu este sábado, 14 de outubro, ao palco da O2 Arena de Londres, no sábado, 14 de outubro. Uma data adiada por causa da recuperação. Mas, agora, tudo indica que a “Celebration Tour” vai avançar em pleno.

O atraso de três meses foi usado para aprimorar o espetáculo, revela Price. “Ela é muito intransigente — mas é igualmente exigente consigo própria. Quando fez uma pausa, criou uma oportunidade para melhorar ainda mais o espetáculo. E tenho a certeza de que a oportunidade para que ela se pudesse focar em estar a 100 por cento bem foi muito bem recebida.”

Escolher uma setlist para um espetáculo é difícil quando se tem uma carreira com décadas, recheada de grandes êxitos que todos querem ouvir. “Esse foi o grande desafio”, admitiu Price. “Em duas horas, conseguimos incluir tudo? É difícil. Mas agarrámos um pouco de cada uma das grandes fases.”

Muitos dos hits serão tocados na íntegra, alguns serão entrelaçados com outras canções ou como pontes entre atos. De acordo com Price, 25 canções vão ser interpretadas na íntegra, com elementos de outras 20 a aparecerem de alguma forma durante o espetáculo.

Famoso produtor, Price trabalha com Madonna desde 2001. Foi diretor musical em três digressões mundiais da artista e produziu o álbum “Confessions On A Dancefloor” de 2005. “Soa muito espiritual, mas muitas das ideias que temos sobre música são inferidas ou não verbais”, diz sobre a relação próxima que tem com Madonna.

“Quando ela anunciou a digressão de maiores êxitos, liguei-lhe apenas para lhe dar os parabéns e dizer que achava uma ótima ideia. E ela disse: ‘Estava a pensar em ti e achei que serias a pessoa perfeita para trabalhar nisto’ “Duas semanas depois, fui para Nova Iorque.”

“Ela já tinha uma história altamente evoluída” para o espetáculo que “refletia sobre a sua carreira, desde ser uma jovem mulher em Nova Iorque, passando pela maternidade, despertares espirituais e todos os altos e baixos. A história era realmente realmente cativante”.

O espetáculo irá então explorar imagens de notícias, trajes clássicos e vídeos musicais que cruzam uma carreira inteira. E pela primeira vez desde o início da sua carreira, Madonna não surgirá acompanhada por uma banda em palco.

“Há músicos ao vivo que atuam em diferentes partes do espetáculo”, diz Price. “Mas o que percebemos é que as gravações originais são as nossas estrelas. Essas coisas não podem ser replicadas nem recriadas. Decidimos simplesmente aceitar isso.”

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