Música

Fernando Daniel volta a adiar concertos nos coliseus (por alegada indecisão da DGS)

Cantor e editora dizem que não há, até agora, "qualquer orientação sobre se as lotações em pé são permitidas".

Fernando Daniel voltou a adiar os concertos de estreia nos Coliseus do Porto e de Lisboa. Nas redes sociais, o cantor partilhou a notícia esta sexta-feira, explicando fazê-lo “com muita tristeza”.

Na publicação, o músico relembra que estes concertos foram anunciados em 2019, antes da pandemia, e que a lotação está praticamente esgotada com lugares em pé.

No entanto, apesar do anúncio da abertura das lotações dos recintos de espetáculos para 100 por cento, não há, segundo garante o cantor, “qualquer especificação, até agora, se as lotações em pé são permitidas”.

Fernando Daniel frisa terem sido pedidos “pareceres à DGS e ao IGAC, mas estas entidades comunicaram que aguardam novas diretrizes”, pelo que, com o aproximar da data do primeiro coliseu e não tendo como garantir que os concertos possam acontecer, a decisão foi tomada neste sentido.

“Assim, decidimos adiar uma ÚLTIMA vez, com a garantia que quando for feito será em clima de grande festa e segurança para todos. Mesmo que nos dessem uma confirmação amanhã seria demasiado em cima para preparar na prática dois concertos como estes, que envolvem muito mais que aqueles que vos apresentei até hoje”, frisa. “Eu acredito que saibam tanto como eu, que tanto eu como vocês merecemos uns coliseus dignos de ficar para sempre na nossa memória”, conclui, prometendo anunciar novas datas em breve e explicando que os bilhetes serão válidos mas também serão feitos reembolsos a quem desejar.

Uma publicação semelhante foi feita pela editora do cantor, a Universal Music Portugal. Recorde-se de que, quando após o último Conselho de Ministros o governo avançou que a nova fase de desconfinamento iria prosseguir a 1 de outubro, foi referido que os espetáculos culturais deixavam de ter limitações de lotação, mas não foi especificada a questão dos lugares em pé.

Se para as salas salas de cinema, teatros e concertos sentados a medida é de interpretação fácil: lotação completa, sentada, com uso de máscara; ainda não é certo como irão funcionar os espetáculos ao vivo onde o público está de pé ou de forma mista.

Esta sexta-feira, à SIC, Álvaro Covões, o diretor da promotora de espetáculos Everything is New, criticou esta omissão e considerou que os festivais não podem ter regras diferentes do que os casamentos.

O diploma que altera as medidas excecionais e temporárias relativas à pandemia da Covid-19, promulgado na passada terça-feira pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e publicado no dia seguinte em Diário da República também não refere este aspeto, que poderá surgir agora numa norma de recomendação da DGS, como aconteceu no início de setembro. Na altura, as orientações foram divulgadas cerca de duas semanas depois da decisão do governo de aumentar a lotação.

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