Música

Há uma nova confirmação para o mediático Rock no Rio Febras

O evento decorre a 27 de julho na Quinta da Ponte, em Briteiros (Guimarães), desde as 16 horas "até à GNR chegar".
Decorre a 27 de julho.

O pequeno festival minhoto que começou como Rock in Rio Febras viu-se forçado a trocar o nome para Rock no Rio Febras. Apesar desta alteração, a génese do evento não mudou e, ali, poderá ouvir grandes artistas deste género musical. É gratuito e decorre a 27 de julho na Quinta da Ponte, em Briteiros (Guimarães), desde as 16 horas “até à GNR chegar”.

A nova confirmação foi feita esta quarta-feira, 12 de junho: The Legendary Tigerman. “De todos os grandes nomes da música mundial que insistentemente clamaram por uma vaga, anunciamos que The Legendary Tigerman foi a nossa escolha para tornar o 27 de julho uma noite épica de rock, solidariedade e alegria contagiante”, descreve a organização.

“Para nós, que atribuímos uma relevância maior aos nomes das coisas, ter o Lendário Homem Tigre em palco será especial, e sempre sem levar ninguém ao engano: ele é um homem, é lendário, e foi-nos dito em off por fontes que não podemos revelar que pode ser um tigre, nas circunstâncias certas. Cá o esperamos com todo o entusiasmo.”

No festival também vão atuar os britânicos The Subways, Mustang, Sala 7, Zebra, Libra, Imploding Star, DJ Guilherme Estêvão e Jorge Vieira. À semelhança das edições anteriores, o evento deste ano mantém o cariz solidário. A entrada é gratuita e todas as receitas revertem para a Casa do Povo de Briteiros – Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS), que organiza o evento.

A ameaça que deu origem ao fenómeno

Numa publicação a 2 de julho do ano passado, a organização revelou que foi contactada por advogados, em representação da Rock World Lisboa — entidade que organiza o Rock in Rio Lisboa —, e que foi “veementemente sugerido” que o nome fosse alterado. “[A empresa] teme a confusão que a semelhança entre a designação dos dois eventos pode provocar no cidadão incauto”, revelam.

“Acusam-nos ainda de ‘concorrência desleal’ (não é piada). Desta forma, foi-nos veementemente sugerido que alterássemos o nome do festival, sob pena de sermos alvo de ação legal”, notam. Novamente em tom de brincadeira, os fundadores do Rock in Rio Febras pedem desculpa “a todos os que possam ter ficado baralhados”, isto “apesar da óbvia diferença entre os dois eventos”.

E acrescentam: “Um tem uma alegria contagiante, uma parte solidária, e as melhores bandas e DJ do mundo; o outro acontece em Lisboa. Se por acaso cobrássemos bilhete, certamente nos disponibilizaríamos para devolver a quantia paga.”

Assumidamente imbuídos pelo “espírito de ‘queremos lá saber do nome’”, os organizadores decidiram “aceder ao pedido” que foi “vigorosamente feito”. “Assim, vimos anunciar que o festival de Rock que se realiza nas margens do Rio Febras será, de hoje em diante, denominado ‘Rock no Rio Febras’. Ou talvez ‘Rock near (but not in) Rio Febras’. Quiçá ‘Rock around Rio Febras’. Ainda há alguma indecisão, mas asseguramos o nosso público de que estamos a trabalhar no assunto com a seriedade que o momento exige.”

O tom bem-humorado com que os responsáveis responderam à ameaça legal tornou-se viral nas redes sociais. Naturalmente, o interesse pelo evento cresceu exponencialmente. O Rock in Rio caiu e ficou a ser conhecido por Festival de Rock Que Acontece Perto do Rio Febras. O que se perdeu no nome, ganhou-se na fama. O incidente tornou a pequena festa da freguesia de Briteiros S. Salvador, no concelho de Guimarães, nacionalmente conhecida — e os pretendentes aumentaram exponencialmente.

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