O nome de José Pinhal é, para muitos, sinónimo de velho conhecido. Para outros, uma incógnita total. O cantor português faleceu em 1993, mas o seu legado continua bem vivo — o que não deixa de ser surpreendente, já qu o sucesso das suas canções só atingiu maior escala já depois da sua morte. O fenómeno teve até destaque no jornal britânico “The Guardian”, em 2023, que certamente deixaria incrédulo o cantor popular de Santa Cruz do Bispo, em Matosinhos. Nos últimos anos, houve ainda um grupo que manteve a memória do seu trabalho viva, chamado José Pinhal Post Mortem Experience.
Com concertos de tributo, durante uma década a banda percorreu o País. No entanto, prepara-se agora para se despedir dos palcos com concertos nos coliseus do Porto e de Lisboa em 2026.
O anúncio foi feito esta sexta-feira, 7 de novembro, com a divulgação da data dos espetáculos para 9 de outubro a norte e 7 de novembro na capital. A banda, criada em 2016, irá subir ao palco para as últimas homenagens ao artista que imortalizou os temas “Tu És a Que Eu Quero (Tu Não Prendas o Cabelo)” ou “Porém Não Posso” e também a versão do tema de José Cid, “Magia (Bola de Cristal)”.
Os José Pinhal Post-Mortem Experience levaram as músicas do cantor nortenho de norte a sul do País. Fizeram parte dos cartazes dos festivais Paredes de Coura e Bons Sons e marcaram presença em diferentes eventos e tributos, transformando alguns temas que tinham ficado esquecidos, em grandes sucessos.
“Passamos por lugares onde nunca sonhamos e sentimos orgulho por saber que as canções de José Pinhal soaram alto, bem alto, em lugares onde nunca antes tinham chegado. São hoje autênticos hinos, entoados por multidões em extase um pouco por todo o lado”, escreveram no comunicado partilhado nas redes sociais.
Os bilhetes para ambos os concertos já estão à venda online e custam entre 18€ e 30€.
Em 2020, a vida trágica de Pinhal foi redescoberta e contada nas salas de cinema, graças ao documentário “A Vida Dura Muito Pouco” de Dinis Leal Machado. O artista nascido em Santa Cruz do Bispo, Matosinhos, percorria os circuitos locais, entre concertos e espetáculos em discotecas.
Chegou a lançar três discos que não tiveram grande sucesso comercial. Haveria de morrer em 1993, num acidente de viação, quando regressava a casa de um dos seus concertos.
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