Música

Kanye West lançou o primeiro vídeo oficial de candidatura à Casa Branca

Com uma bandeira dos Estados Unidos a preto e branco no fundo, o músico falou de fé e da família.
A carreira de Kanye West é uma montanha-russa.

Ele avisou e, afinal, era mesmo a sério. Na segunda-feira, 12 de outubro, Kanye West divulgou perante os seus mais de 30 milhões de seguidores no Twitter o seu vídeo de campanha.

Foi a 4 de julho que Kanye West anunciou que se ia candidatar às presidenciais nos Estados Unidos. Entre analistas políticos, houve quem sugerisse que o plano passava por tirar alguns votos à candidatura dos democratas, dado o apoio público do rapper a Donald Trump. Independentemente das análises, com Kanye West as coisas nunca são simples.

Duas semanas após o anúncio de candidatura, o plano parecia ter afundado, após uma confusa aparição pública. Num comício na Carolina do Sul, o rapper perdia-se em lágrimas em palco. E isto ainda antes das complicações burocráticas que se acumularam no resto do verão.

Enquanto, no meio da pandemia, os EUA se preparavam para uma corrida presidencial a dois, entre Trump e Joe Biden, Kanye West falhava em conseguir as assinaturas e documentação necessária a tempo, para figurar nos boletins de voto em diversos estados. Uma dificuldade que não o travou.

Nos boletins do estado da California, o nome de Kanye surge apenas como candidato a vice-presidente, e não candidato presidencial. Explica o “The Hollywood Reporter” que, apesar deste detalhe, o novo vídeo parece apelar em particular aos eleitores da Califórnia, pedindo-lhes que escrevam “West” como escolha presidencial. Ainda No Twitter, o músico partilhou uma imagem a ilustrar o que os eleitores devem fazer por ele.

Apesar das críticas, Kanye tem defendido que a sua candidatura é legítima. Neste vídeo podemos ouvir a sua mensagem política, com uma entrada clara nos conceitos de fé e de família.

“América. Qual o destino da América? O que é melhor para a nossa nação? Para o povo?”, ouve-se no vídeo. Mais à frente Kanye West afirma ainda: “como povo, vamos reavivar o compromisso da nossa nação com a fé, aquilo a que a nossa constituição chama de exercício livre da religião, incluindo, é claro, a oração. Com a oração, a fé pode ser recuperada”.

Os álbuns “The College Dropout” (2003) e “Late Registration” (2004) permitiram a Kanye assumir, musicalmente, a sua candidatura ao trono do hip-hop. Em 2010, assumiria esse lugar não apenas no hip-hop, mas com aquele que foi para boa parte da crítica o melhor álbum do ano, “My Beautiful Dark Twisted Fantasy”.

Ao longo dos anos, o rapper nunca deixou de ter um discurso social e político. E foi super polémico quando acusou o antigo presidente George W. Bush, um republicano, de ser racista, pela resposta dada à população de Nova Orleães após o furacão Katrina, em 2005.

Com Trump, tornou-se um dos seus principais apoiantes, o que lhe valeu algumas críticas furiosas — não só entre boa parte da comunidade afro-americana mas também entre o mundo do hip-hop. Nos anos mais recentes tem sido notícia sobretudo pela família que construiu com Kim Kardashian. 

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