Música

A luz nos novos concertos dos Coldplay só vai funcionar se os fãs saltarem

É uma das iniciativas do grupo britânico para criarem uma digressão mais amiga do ambiente.
É uma abordagem diferente.

Em 2019, Chris Martin, o vocalista dos Coldplay, disse que ficaria bastante desiludido caso a sua próxima digressão mundial não tivesse uma pegada de carbono neutra. Não alcançou este objetivo, mas conseguiu criar espetáculos mais amigos do ambiente. Como? Usando os fãs como energia. Isto porque na nova digressão do grupo haverá uma pista de dança cinética que só produzirá luz caso os fãs saltem.

“Quando eles se movimentam, dão energia ao espetáculo”, contou o músico à “BBC”. “E nós temos bicicletas que fazem a mesma coisa. Quanto mais as pessoas se mexem, mais elas ajudam. Sabem quando os vocalistas pedem para saltarem? Quando eu disser isso, vou precisar mesmo que saltem. Se não o fizerem, as luzes vão abaixo”, explica.

Se a abordagem for tão linear quanto Chris Martins faz parecer, os fãs provavelmente ficarão às escuras durante certos clássicos do grupo que fazem parte do repertório de todos os concertos, como “The Scientist” e “Fix You”. Isto porque sendo estas músicas baladas, é pouco provável que os fãs sejam incentivados a saltar freneticamente.

Além desta iniciativa, os Coldplay garantiram que irão plantar uma árvore por cada bilhete vendido, o que pode ser um grande sucesso, visto que na última digressão do grupo, em 2016, atuaram para mais de cinco milhões de fãs, numa das maiores tours de sempre.

Chris Martin já está à espera de repercussões para outras das suas ações, também ligadas ao meio ambiente, como o facto de ainda voarem de jato privado. “Não me importo com qualquer tipo de repercussões. Estamos a dar o nosso melhor e não somos perfeitos”, confessa. “E as pessoas que nos criticam por isso, por voarmos de jato privado, têm razão. E não temos qualquer argumento contra tal”, adianta ainda.

Os Coldplay têm ainda outras ideias para uma digressão mais eco-friendly: o itinerário da tour vai minimizar as viagens aéreas; o cenário será construído com material mais amigo do ambiente, como bambu; efeitos como lasers e luzes foram modificados para serem mais eficientes em termos de energia e as pulseiras de LED usadas pelos fãs serão feitas de materiais originários de plantas e 100 por cento compostáveis.

Esta digressão de 2022 emitirá menos 50 por cento de dióxido de carbono do que aquela de 2016 e, segundo o artista, poderá mudar a maneira como as digressões mundiais funcionam.

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