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Morreu a fadista e atriz Anita Guerreiro. Tinha 89 anos

Foi nome incontornável nas Marchas Populares de Lisboa. Viveu os últimos anos na Casa do Artista.

A fadista Bebiana Guerreiro Rocha Cardinali, popularmente conhecida como Anita Guerreiro, morreu na madrugada deste domingo, 7 de dezembro, aos 89 anos. A notícia foi avançada por João Baião, apresentador e amigo da também atriz, através de uma publicação no Instagram.

“Notícia tão triste. Minha querida Anita Guerreiro”, escreveu Baião na publicação. “Um grande aplauso para a Voz de Lisboa, de Portugal.”

A causa da morte não foi divulgada, mas nos últimos anos a atriz estava a viver na Casa do Artista, que também já confirmou a morte numa publicação no Facebook. “Senhora de uma voz inconfundível e de um imenso talento, a todos marcou pelo amor que transmitia em cada palavra, em cada gesto. Sem vedetismos, conforme fazia questão de frisar, era inteira em palco, em frente aos ecrãs e no dia a dia de todos/as aqueles/as que com ela se cruzavam”, escreveu.

Nascida nos Anjos, em Lisboa, Anita Guerreiro deixou uma marca incontornável no teatro, no fado e na televisão. Em 1955 estreou-se no palco do Teatro Maria Vitória, na revista “Ó Zé aperta o laço”. Ao longo da carreira, integrou o elenco de diversas telenovelas e séries portuguesas, como “Primeiro Amor” (1995), “Roseira Brava” (1996), “Os Batanetes” (2004), “Sentimentos” (2009), entre outras.

Apesar da presença na televisão, foi no teatro e no fado que se destacou de forma mais intensa, com uma dedicação contínua ao longo de várias décadas. Ficou ainda conhecida por ser madrinha de várias marchas populares lisboetas, nomeadamente da “Marcha dos Mercados”, entre 2006 e 2015.

Foi ainda a responsável por dar voz a temas como “Cheira bem, cheira a Lisboa”, que acabou imortalizado por Amália Rodrigues mais tarte, e “Peço a Palavra”. Até 2019, pertenceu também ao elenco da casa de fados “O Faia”, no Bairro Alto.

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