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Neil Young disponibiliza todo o seu catálogo à borla para quem vive na Gronelândia

“Espero que a minha música e os meus filmes musicais ajudem a aliviar parte do stress e das ameaças que estão a viver", disse o músico.

Neil Young nunca foi o maior fã de plataformas de streaming. Em 2015, nos primórdios do Spotify, negou o acesso à sua discografia porque estaria preocupado com a qualidade do áudio, uma questão que já foi resolvida. Outro motivo tinha a ver o pouco retorno financeiro que os artistas recebiam na altura.

No entanto, isto não o impediu de disponibilizar todo o seu catálogo à borla para todos aqueles que vivem na Gronelândia, que tem uma população de aproximadamente 56,5 mil pessoas. O anúncio foi feito pelo próprio músico de 80 anos esta terça-feira, 27 de janeiro, através de uma publicação no seu blogue.

“Espero que a minha música e os meus filmes musicais ajudem a aliviar parte do stress e das ameaças injustificadas que estão a viver por parte do nosso governo impopular e, espero, temporário”, escreveu Young. “É o meu desejo sincero que possam aproveitar toda a minha música na vossa bela casa na Gronelândia, com a mais alta qualidade possível.”

A oferta é válida por um ano, embora o norte-americano admita a possibilidade de renovar a oferta. Os interessados terão de ter um número de telemóvel registado na Gronelândia e depois entrar no seu site. “Esta é uma oferta de Paz e Amor”, acrescentou.

A iniciativa também contrasta fortemente com a decisão de outubro em que o artista anunciou que iria retirar o seu catálogo da plataforma de streaming Amazon Music.

“A Amazon pertence a Jeff Bezos, um bilionário apoiante do presidente Donald Trump”, escreveu Young no blogue. “As políticas internacionais do Presidente e o seu apoio ao ICE tornam impossível ignorar as suas ações. Se sentirem o mesmo que eu, recomendo vivamente que não utilizem a Amazon”, concluiu o autor de êxitos como “Rockin’ in the Free World” e “Heart of Gold”.

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