Música

Nininho Vaz Maia: “Nunca pensei que ia chegar até aqui”

O músico que cruza a tradição cigana com novas sonoridade falou com a NiT antes dos concertos nos coliseus de Lisboa e Porto.
Os concertos são nos dias 21 e 28.

Desde 2019 que Nininho Vaz Maia se tem afirmado como um caso sério na música popular portuguesa. Cruza a tradição cigana com novas sonoridades, criando um híbrido sonoro que o tem tornado um artista relativamente transversal no panorama nacional.

No ano passado, lançou o álbum de estreia, “Raízes” — que agora apresenta em dois concertos especiais. Neste sábado, 21 de maio, atua no Coliseu dos Recreios, em Lisboa — os bilhetes estão à venda entre 20€ e 30€. No dia 28 toca no Coliseu do Porto. Ainda há ingressos disponíveis entre os 15€ e os 50€. Leia a entrevista da NiT.

O Nininho tem um início de carreira diferente de muitos músicos. Como é que tudo começou?
Começou com uma brincadeira de Internet, de YouTube, onde as pessoas gostaram de me ouvir e eu nunca imaginei isso. Sempre gostei de cantar mas nunca imaginei que as pessoas queriam ouvir-me. Ainda por brincadeira fiz mais três ou quatro músicas e cada vez tinha mais visualizações. A realidade começou a ser outra. Comecei a receber convites para cantar em palco e um dia ganhei coragem e foi uma experiência muito positiva. Em 2019, foi quando tudo se tornou mais sério. Produzi a primeira música e comecei a ficar conhecido. Nunca pensei que ia chegar até aqui mas já é uma realidade e que me faz querer mais.

Tem recebido feedback em relação ao álbum “Raízes”? Como tem sido?
As pessoas estão a receber muito bem, estão a aceitar a minha música, os vários estilos que uso e a prova disso é onde estou.

Neste álbum há uma mistura entre a tradição cigana e o flamenco com música pop. Estas sonoridades tão diferentes trouxeram também novas sensações. Era isso que pretendia?
Sem dúvida. Era isso que pretendia e é isso que sou. Sou cigano mas não me identifico a cantar só cigano. Isto é o que trago comigo e tento misturar com aquilo que sinto. Tem corrido muito bem e espero num próximo álbum cada vez fazer mais misturas. É isso que sou, gosto de arriscar, gosto de ver depois o que acontece com aquilo que arrisquei, e acho que é muito gratificante.

Durante as gravações dos videoclipes, alguma vez houve alguma história mais caricata?
Metade dos meus videoclipes foram feitos no bairro onde cresci, porque sempre fiz questão disso. Como o conceito do álbum são as “Raízes”, fazia todo o sentido espelhar essas raízes e ir à minha cultura. Praticamente foi tudo feito com a ajuda da minha família, só que o trabalho não era o dobro, era o triplo. Não estão a ser pagos, não sabem o que é uma câmara, se para mim é novo, imagina para a minha família. Um videoclipe se calhar demorava dois ou três dias em vez de um dia. A música “Dime Porqué” foi realizada com a ajuda dos bombeiros, era de madrugada e eu estava a levar com água e foi difícil. Só de imaginar já estou a tremer. Mas foi mais uma experiência, o videoclipe ficou incrível.

Estão a chegar duas grandes datas na agenda do Nininho: a estreia nos coliseus de Lisboa e Porto. O que podemos esperar destes dois concertos?
Podemos esperar loucura. Vendo os concertos que já passaram e que foram incríveis, numa sala como os coliseus vai ser muito bom. O meu público é incrível, as minhas músicas quase todas têm energia, têm dança, têm volare, acho que vai ser incrível.

Os concertos vão ter convidados especiais? Vamos ver o seu filho, Cristiano Maia, em palco, por exemplo?
Exatamente. Especial para sempre vai ser o Cristiano — vai ser sempre o meu filho o convidado mais especial. Sem dúvida que é a música mais impactante, é um grande momento. É muito bonito.

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