Com alguma ironia, foi ao som de “A New Goodbye” que os Nation of Language voltaram a ser recebidos pelos portugueses. Depois de passagens pelo Primavera Sound no Porto e pelo MEO Kalorama em Lisboa, em 2023 e 2024, respetivamente, o grupo norte-americano regressou com um novo espetáculo esta sexta-feira, 28 de novembro, na sala Lisboa ao Vivo (LAV).
Já passada das 22 horas, quando as luzes da sala diminuíram para criar o ambiente para a entrada do trio, composto por Ian Richard Devaney, Aidan Noell e Alex MacKay. Em palco, voltaram a provar que a força dos seus espetáculos está na melancolia dançável que nasce dos sintetizadores. A energia contida do início foi crescendo ao longo da noite.
Este concerto chega no âmbito da digressão de apresentação de Dance Called Memory, quarto álbum da banda, lançado a 19 de setembro de 2025. Com 10 faixas é, segundo a crítica especializada, o mais introspetivo e “espacial” até hoje dos Nation of Language, fundindo synth-pop, new wave e pós-punk.
No palco lisboeta, essa intenção soou clara. Apesar do foco no mais recente trabalho, a noite trouxe alguma nostalgia para quem viu o grupo crescer. Os fãs mais atentos reconheceram também ecos de trabalhos anteriores, como os primeiros discos “Introduction, Presence”, de 2020, “A Way Forward”, de 2021, e o mais celebrado, “Strange Disciple”, de 2023.
Para os menos familiarizados com a banda, “Dance Called Memory” foi o passaporte para o universo dos Nation of Language. Para todos os outros, foi um reencontro das várias versões do conjunto formado em 2016, que ainda que fuja da urgência pop clássica, traz batidas que nos permitem dançar com cada um dos três artistas.
Carregue na galeria para ver mais imagens do concerto. Créditos: Rafael Farias/Pic Nic Produções.

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