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Novo álbum de Kanye West chega com um videoclipe controverso e James Blake furioso

A quatro meses da vinda a Portugal, o cantor lança “Bully", o 12.º álbum de estúdio, um ano depois do previsto. As opiniões dividem-se.

Na sexta-feira, 27 de março, o sentimento foi de déjà-vu para os fãs de Kanye West (ou Ye). Após meses de antecipação, o dia de estreia do novo disco do rapper voltou a ser marcado por silêncio absoluto por parte do artista. Inicialmente previsto para junho de 2025, o lançamento de “Bully” foi adiado inúmeras vezes.

Eis que, no dia seguinte, sábado, 28 de março, sem pré-avisos, o 12.º álbum de estúdio do músico, composto por 18 temas, chegou finalmente às principais plataformas streaming. E não veio sozinho: foi acompanhado do videoclipe do single “Father”, que conta com a participação de Travis Scott, e que foi realizado por Bianca Censori, mulher de Kanye.

Nas imagems, Kanye surge numa igreja, quase como um culto, onde surgem noivas, extraterrestres e cavaleiros de armadura. Numa das filas de trás, uma surpresa que pode ter passado despercebida a muitos: uma pessoa sentada, muito semelhante a Michael Jackson.

Uns dias antes, West tinha partilhado uma tracklist de 13 faixas com uma mensagem clara: “Bully a caminho sem IA”, escreveu na rede social X. No início de 2025, o artista defendia a Inteligência Artificial como a “nova versão do sampling”, numa entrevista para o canal de Youtube de Justin Laboy.

Mais extenso, “Bully” conta com outras participações além de Scott. CeeLo Green, Don Toliver, Peso Pluma e Andre Troutman são alguns dos nomes que fazem parte. Outros, como Keys e The Legendary Traxster, estiveram responsáveis pela produção.

Após o aguardado lançamento, começaram a surgir os dramas — ou não fosse Kanye um íman de polémicas —, no caso com um dos colaboradores de YE. O cantor e produtor James Blake, pediu para que o seu nome fosse retirado dos créditos. “Não foi nada disto que criei”, disse o britânico, que não ficou satisfeito com a sua inclusão no tema “This One Here”.

Questionado por um fã, explicou: “a forma como alterei a sua gravação de voz e construí o tema a partir do seu freestyle está lá”. E acrescentou, citado pela “NME” que “o espírito na produção está sobretudo ausente”. “Não gosto de ser creditado pelo trabalho de outras pessoas e esta versão não tem nada que ver com a que criei com ele”.

Como é habitual, as opiniões dividem-se. No site Album Of The Year, uma das principais plataformas agregadoras de críticas, o álbum conta com uma avaliação, por parte dos utilizadores, de 68 num total de 100. A primeira opinião da critica especializada é da “Hot Press” que assegura que Kanye “lançou o seu primeiro álbum bom em 10 anos”.

Em 2026, West publicou um anúncio de uma página no “Wall Street Journal” onde pede desculpa por várias das suas ações do passado, como acusações de agressão sexual e promoção de ideais nazi. O rapper atribuiu o seu comportamento a uma lesão cerebral sofrida num acidente de carro e a um diagnóstico de transtorno bipolar.

“Bully” é o projeto que irá apresentar no nosso País. O concerto está marcado para 7 de agosto, no Estádio do Algarve, com os preços a começar nos 119€. Irá haver convidados especiais, com uma lista de possibilidades que inclui Travis Scott, Playboi Carti, Ty Dolla $ign e Future, todos com passagens pela Europa na mesma altura. 

A última atuação de Kanye West, de 48 anos, em Portugal foi em 2011, no festival Sudoeste, na Zambujeira do Mar. Antes disso, em 2006, realizou o seu primeiro concerto no País, no Cool Jazz Fest, em Oeiras.

Leia também o artigo da NiT sobre uma das maiores polémicas da carreira de Kanye West.

Carregue na galeria para conhecer outros grandes concertos que chegam a Portugal em 2026.

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