Música

A odisseia pop dos Imagine Dragons — que resulta bem em qualquer festival

A banda tem uma inacreditável quantidade de êxitos e é perfecionista e profissional em tudo o que faz. Vimo-los no NOS Alive.
A banda foi uma das cabeças de cartaz.

Os Imagine Dragons podem muito bem ser a banda perfeita. No sentido em que a música que fazem é tão factualmente bem feita que parece ser produzida por um sistema de inteligência artificial avançado ou, se quisermos usar uma metáfora mais rudimentar (e analógica), a regra e esquadro.

Ao vivo, o grupo de Dan Reynolds e companhia é igualmente competente. Foi o que constatámos neste sábado, 9 de julho, no NOS Alive. Os Imagine Dragons fazem música pop digna de estádio — a sua sonoridade literalmente soa a espetáculos grandiosos com milhares de pessoas iluminadas por enormes focos de luz — e, por isso, são uma aquisição inteligente para qualquer festival de música.

O guitarrista Wayne Sermon, o baixista Ben McKee e o baterista Daniel Platzman tocam tudo de forma impecavelmente irrepreensível. A voz de Reynolds, claro, também não falha. Com perfecionismo e um ultra profissionalismo, a banda de Las Vegas é um diamante otimamente polido. Alguns talvez até diriam demais, no sentido em que a transgressão e o erro são super interessantes na arte. Mas não podemos apontar qualquer defeito àquilo que os Imagine Dragons se propõem a fazer.

O grupo tem no currículo uma inacreditável quantidade de êxitos. Logo, um concerto deles é um festival de hits recentes que toda a gente conhece, singles radiofónicos que, apesar de populares e dos dias de hoje, não se tornam coisa do passado uns quantos meses depois. Não ficam datados. Talvez sejam mesmo futuros clássicos pop.

Falamos de temas como “Enemy”, “Bones”, “Radioactive”, “Thunder”, “Demons” ou “Believer”, entre vários outros. Sim, os Imagine Dragons gostam muito de dar títulos às músicas de apenas uma palavra. E resulta.

Trata-se de uma banda que tem uma abrangência vasta e que deixa toda a gente a ouvir com satisfação, mesmo que não seja a sua música de eleição. E que parece ser feita de forma genuína, com muita pureza, falando de sentimentos com que toda a gente se identifica.

“A música é a razão pela qual estou vivo, pela qual estou aqui, a razão para estarmos aqui unidos, com pessoas de tantas nacionalidades”, diz Dan Reynolds a partir do palco, que em certos momentos teve também efeitos de pirotecnia. “Vocês são absolutamente maravilhosos.” Mais perto do final ainda houve direito a uma versão de “Forever Young”, o tema icónico dos Alphaville. Que os Imagine Dragons sejam sempre assim.

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