Música

Evanescence deram tudo no Rock in Rio. E o público também

A vocalista Amy Lee não precisou de lasers e fumo para prender toda a atenção do público durante o espetáculo no Parque Tejo.
Controlou o público só com a voz. Fotografias: Laura Lourenço.

Os Evanescence foram, sem dúvida alguma, a melhor confirmação para celebrar os 20 anos do Rock in Rio Lisboa. Isto porque o grupo atuou no festival logo na primeira edição, no pico da popularidade. Está enganado, contudo, se acha que a banda perdeu força com o passar dos anos. Na verdade, o concerto no Parque Tejo este sábado, 15 de junho, provou exatamente o contrário.

Assim que o logo do conjunto surgiu no ecrã e o fumo saiu do palco, o recinto foi inundado pelos gritos ensurdecedores dos fãs, tanto daqueles que os acompanham desde o início, como daqueles que os descobriram graças aos mais recentes álbuns, como “The Bitter Truth”, de 2021, ou a remasterização de 2023 de “Fallen”, o disco de estreia.

Quando a vocalista Amy Lee finalmente subiu ao palco, todos ficaram em silêncio depois de longos segundos de aplausos para ouvirem a voz angelical da artista que fica cada vez mais forte e controlada com o decorrer dos anos. Escusado será dizer que graças a alguém tão experiente como a norte-americana não houve espaço para erros no concerto.

“Broken Pieces Shine”, o primeiro tema que interpretou, foi uma pista daquilo que poderíamos ouvir ao longo de mais de uma hora: baterias, guitarras e o metal/rock tão famoso dos Evanescence. Apesar de alguns dos membros originais já terem saído da formação, os novos talentos como Emma Anzai, no baixo, ajudam a manter vivo o som original do grupo.

Depois de passar por alguns dos temas mais recentes, Amy Lee senta-se no piano para tocar um dos temas pelos quais todos os fãs aguardaram: “My Heart is Broken”. Embora continuasse a ser acompanhada pelos outros instrumentos, neste momento foi a voz poderosa da cantora que conseguiu prender todo o público. Lasers, fumo e luzes não são nada ao pé da atenção que as notas entoadas pela artista conseguem capturar.

Para manter a energia ao rubro depois de uma parte mais tranquila, os Evanescence não perderam tempo e passaram, novamente, por alguns dos principais hits da carreira, como “Going Under”.

“Muito bem, Lisboa. Como estamos? Vamos viajar no tempo, por isso cantem se souberem”, disse Amy antes de interpretar “Call Me When You Sober” e, de seguida, “Imaginary”. Os fãs respeitaram o pedido.

O ponto alto do espetáculo foi na reta final, quando Amy teve uma breve, mas emocionante, conversa com o público. “Lisboa, muito obrigada. Passámos por muito juntos. Já se passaram 20 anos desde o nosso primeiro álbum, o que é louco. Significa muito para nós terem feito parte de tudo isto, mais do que aquilo que consigo explicar. Obrigada por partilharem as vossas vidas e as vossas dores connosco.”

Estas palavras de carinho para com o público abriram portas a “My Immortal”. A artista não cantou sozinha. A ajudá-la tinha um coro de milhares de fãs e o mar preto de looks subitamente mudou de cor para branco e amarelo graças às lanternas que iluminaram o recinto.

Não houve espaço para um encore, mas o concerto acabou da melhor maneira possível. Se alguns diziam que o público estava morto, rapidamente ganhou vida quando se começou a ouvir os acordes iniciais de “Bring Me to Life”.

Com a apresentação do tema, Amy Lee provou mais uma vez que tem uma das vozes mais poderosas da história do rock e que lhe basta esse instrumento para controlar toda uma multidão de fãs.

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