Música

Pink vai oferecer livros proibidos nas escolas durante os próximos concertos

A cantora está revoltada com a censura que alguns colégios norte-americanos impuseram nas bibliotecas.
Pink dá concertos épicos.

Pink vai oferecer duas mil cópias de quatro livros proibidos a algumas escolas da Florida, nos EUA, durante os concertos de terça e quarta-feira, 14 e 15 de novembro. Esta é uma forma de protesto da cantora norte-americana que se junta, assim, à ONG Pen América, dedicada à defesa da liberdade de expressão dos autores.

“Os livros têm sido uma alegria especial desde miúda”, justifica Pink num comunicado da organização. E adianta que não está disposta a “ficar parada enquanto os livros são proibidos nas escolas”.

“Beloved”, de Toni Morrison, um romance de 1987, que venceu o prémio Pulitzer, e fala sobre a escravidão; “The Family Book”, de Todd Parr, um livro para crianças sobre a diversidade de famílias; “The Hill We Climb” de Amanda Gorman, a publicação/ poema escrito para a posse do presidente Joe Biden; e “Girls Who Code”, de Reshma Saujani, que apesar de não aparecer na lista elaborada pela Pen América, foi removido temporariamente na Pensilvânia, são as obras que Pink irá oferecer durante os espetáculos em Miami e Sunrise.

A iniciativa da artista surge numa altura em que se vive uma “guerra cultural” nas escolas norte-americanos, sobretudo no estado da Florida. Outubro ficou marcado pelo debate do conselho educativo de vários estabelecimentos de ensino. De um lado estão os grupos conservadores contra a leitura de livros que consideram ser inapropriados; e do outro, os alunos e pais que são a favor da leitura dessas obras literárias.

Segundo a Pen América, quase metade das escolas da Florida tiveram “casos de proibição”. Um dos argumentos da direção desses estabelecimentos está ligado à lei “Não digas Gay”, que proíbe a educação sobre orientação sexual ou identidade de género.

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