Música

Presunção ou autoconfiança? Aos 21 anos, Martin sabia que os Coldplay iam “ser enormes”

"Daqui a quatro anos, em junho de 2002, vamos ser conhecidos em todo o lado", disse em 1998. Não estava errado.
Atuam em Coimbra em 2023.

Se alguns consideravam que os Coldplay já tinham mostrado tudo o que tinham a dar, os últimos meses provaram que estavam errados. Após terem anunciado quatro concertos em Coimbra, nos dias 17, 18, 20 e 21 de maio, que esgotaram num ápice, foram tema de conversa em Portugal durante semanas. Porém, desde o início do ano, mais precisamente desde que a digressão “Music of the Spheres” arrancou a 18 de março, na Costa Rica, que a banda tem feito correr muita tinta — por bons motivos.

Uma turné dos Coldplay é um acontecimento gigantesco. A última, em 2016 e 2017, levou-os até aos cinco continentes, onde completaram um total de 122 concertos. São o caso de uma banda que, mesmo após décadas na indústria, mantém uma relevância inigualável. E, aos 21 anos, Chris Martin não tinha qualquer dúvida que a banda ir alcançar sucesso mundial — era apenas questão de tempo.

Num vídeo de 1998 — gravado dois anos após ter criado o grupo, com o guitarrista Jonny Buckland, o baixista Guy Berryman e o baterista Will Champion —, o vocalista mostrou-se muitíssimo confiante em relação ao futuro. “Daqui a quatro anos, em junho de 2002, vamos ser conhecidos em todo o lado. Vamos aparecer na televisão, vamos ser enormes”, afirmou.

Não se enganou (embora não estivesse tão certo que o nome escolhido — Coldplay — fosse vingar). Naquele mesmo ano o grupo lançou alguns vários singles que se tornaram sucessos estrondosos, como “The Scientist” , que fez parte do álbum “A Rush of Blood to the Head” (2002). Uns anos antes, em 2000, foi quando começaram a ser mais falados no meio musical, após terem editado o tema “Yellow”, presente no disco “Parachutes”. Nesse ano, estrearam-se em Portugal, no festival Paredes de Coura e o resto é história. A previsão de Martin ressurgiu graças a vários sites de conteúdos motivacionais para mostrar que o cantor e compositor não era presunçoso — estava apenas motivado, focado e confiava cegamente na sua capacidade de vingar.

Já está a contar os dias para os concertos de 2023? Leia este artigo da NiT onde lhe contamos o que pode esperar. Descubra também o porquê desta digressão mundial quase não ter acontecido.

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