A final da Eurovisão Júnior aconteceu na noite de sábado, 13 de dezembro, em Tiblíssi, na Geórgia. Inês Gonçalves foi a representante de Portugal, depois de vencer o “The Voice Kids”. Com 13 anos, alcançou o 13.º lugar na competição, com 73 pontos conquistados, graças à interpretação de “Para Onde Vai o Amor”. O primeiro lugar foi conquistado por Lou Deleuze, com o tema “Ce Monde”.
A jovem portuguesa realizou ali o que descreve como um “grande sonho de vida”, contou à NiT. “Estou muito empolgada e quero que chegue logo para me divertir e cantar a minha música. Também quero ver muito como aquilo é”, afirmou antes de partir para a Geórgia.
Em Portugal, foi no programa da RTP1 que Inês se deu a conhecer. Na final, apresentou “Rosa Albardeira”, tema que já tinha sido interpretado por Buba Espinha, um dos seus artistas favoritos — a par de Metallica, Kiss e AC/DC — e também um grande amigo. “É uma canção muito especial por causa dele.”
Conheceram-se há cerca de dois anos, quando Inês foi ao restaurante do músico e acabou surpreendida com uma atuação ao vivo. Desde então, já dividiu o palco com o artista alentejano em alguns concertos, também ao lado do Grupo Coral Infantil de Ourique. “Ele é muito simpático.”
Quando foi anunciado o seu nome como vencedora do concurso, confessa que não conseguiu acreditar. “Fiquei em choque”, recorda dos momentos que anteciparam uma chuva de mensagens de amigas e colegas da escola. “Sinto-me muito orgulhosa de mim mesma e muito feliz. Tenho tantas emoções que nem consigo explicar.” Sobre a participação no programa, acredita que se destacou por “cantar bem” e por ter “coração de ouro”, como tantas vezes ouve dizer.
Inês foi a primeira concorrente desta edição do “The Voice Kids” a conquistar um superpasse, o que lhe garantiu automaticamente presença nas galas em direto. Atualmente no sexto ano, começou a cantar com apenas três anos, quando ainda vivia em Penafiel. Já em Ourique, os pais decidiram apostar no talento da filha e inscreveram-na em aulas de canto, ainda em idade pré-escolar. No quarto ano, entrou para um grupo coral onde permanece até hoje.
“Os meus pais punham sempre canções mexidas no carro para eu cantar e desenvolver uma ligação com a música, mas só mais tarde é que perceberam que eu gostava muito de cantar. Acho que não estavam à espera, mas quando perceberam que tinha jeito, quiseram que perseguisse este sonho”, relembra.
Quer esteja em palco ou no quarto a interpretar os seus temas favoritos, diz que o mundo à volta desaparece. O que sente? “Confiança e felicidade. Sinto que a música é a minha segunda casa.”
Mas o percurso musical de Inês vai além da voz. Toca cerca de dez instrumentos, entre os quais guitarra elétrica, violino, trompete e viola campaniça. O preferido, no entanto, é a bateria. “O meu professor de música incentivou-me a tocar tambor e depois comprou uma bateria para eu treinar. Desde aí que o meu gosto pela bateria se foi desenvolvendo.”
Antes da Eurovisão Júnior, participou também noutro programa de talentos — o “Got Talent Portugal” — onde se apresentou com Dário Pereira, o melhor amigo. A dupla passou ainda pelo programa “Goucha”.
Apesar de não ter vencido a Eurovisão Júnior, o futuro parece já estar desenhado. “Quero dar concertos nos maiores palcos. Quero ser famosa e cantar para o mundo todo e viajar pelos países.” No fundo, sonha ser uma superestrela.

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