Música

Roger Waters despediu o próprio filho da banda: “Foi bastante miserável”

Apesar da desavença, Harry não guarda rancor e defende o pai das mais recentes polémicas.
Nem a demissão destruiu a relação.

Harry Waters, filho de Roger Waters, ex-baixista dos Pink Floyd, revelou que foi despedido pelo pai da banda que levava em digressão. Isso não o travou e agora faz planos para continuar a tocar as músicas do pai, mas numa banda tributo aos Pink Floyd.

Em entrevista à “Rolling Stone”, Harry contou que no final de 2016 o pai lhe disse que já não precisaria do seu talento. “Fui despedido, foi bastante miserável”, confirmou Harry.

“Acho que o meu pai queria uma mudança, algo novo, algo fresco. Não sei bem qual foi o raciocínio exato, mas todos, exceto duas pessoas, foram despedidos. Mas os outros que foram despedidos não eram seu filho. Foi duplamente doloroso para mim.”

Harry fez parte da banda do pai durante 14 anos, mas foi afastado antes do arranque da digressão ‘Us + Them’. Apesar disso, continuou a tocar os temas que lhe são familiares com os Fearless Flying Frog Brigade, uma banda de tributo que toca na íntegra o disco ‘Animals’.

Agora, Harry aceitou uma oferta para tocar em três espetáculos com o grupo de tributo Brit Floyd, ao lado da ex-cantora de apoio dos Floyd, Durga McBroom, e do ex-saxofonista Scott Page. “Nunca estive com nenhum dos membros. Vou simplesmente aparecer e tocar. Toco estas músicas há mais 30 anos. Acho que não vamos precisar de ensaiar.”

Na mesma entrevista, Harry também abordou as recentes controvérsias políticas do pai. Na semana passada, um tribunal no Chile decidiu que os próximos concertos de Roger Waters no país poderiam prosseguir, apesar das tentativas de bloqueio devido a acusações de antissemitismo.

Waters, que repetidamente negou acusações, foi criticado pelo Comité Representativo das Entidades Judaicas no Chile, que tentou impedir a passagem da digressão ‘This Is Not A Drill Tour’ em Santiago. O pedido foi rejeitado pela justiça local, que decidiu que “não foram apresentados factos que possam constituir uma violação das garantias constitucionais”.

“Não é verdade de todo que ele seja antissemita”, confirmou Harry. “As pessoas dizem, ‘Ah, ele veste-se com um uniforme da SS e tem uma Estrela de David no porco insuflável. E eu só quero dizer: ‘Seus idiotas. Ele faz isso há 40 anos. É uma sátira.’ Há também um símbolo da Mercedes, um martelo e foice e um sinal de dólar no porco. Ele quer apenas expor os males do mundo. Mas as pessoas confundem tudo e acham que ele é antissemita, o que é realmente estúpido.”

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