Música

Seis anos depois, o Festival Meda+ está de volta ao norte do País

A festa que surgiu em 2010, organizada por jovens da localidade da Guarda, vai ter três dias repletos de música portuguesa.
Foto: Carlos Lobão

Um cartaz nacional de qualidade, uma localização no interior do País com muito para oferecer e entrada gratuita. É assim o Meda+, que depois de uma paragem em 2018, regressa este ano com muitas novidades e, certamente, vários nomes fortes da música portuguesa — dos mais emergentes aos mais consagrados — nos dias 25, 26 e 27 de julho. 

A primeira edição do evento aconteceu em 2010, organizada por um grupo de jovens que fundou uma associação juvenil sem fins lucrativos. Os objetivos eram simples: dinamizar a cultura na cidade e projetar o seu nome, ao mesmo tempo que apoiavam novas bandas, dos mais variados estilos musicais, numa experiência única para muitos dos habitantes da região. 

O que caracterizava e facilitava a participação no Meda+ passava pelo acesso ao parque de campismo gratuito — que nesta décima edição se vai manter. Como não poderia deixar de ser, o complexo de piscinas municipais, que davam um toque de diversão à iniciativa, é também uma opção que deverá ter preços acessíveis. Embora não se conheçam os valores de 2024, sabemos que em 2018 o acesso durante os três dias custava apenas 10€.

“Foi a primeira vez que tocaram muitos músicos no distrito da Guarda”, lia-se no comunicado de 2018, quando a organização se viu obrigada a parar, sem possibilidades de pagar aos patrocinadores. De B Fachada, a Capitão Fausto, Samuel Úria, Valter Lobo, Stone Dead, passando por Fonzie, Filipe Sambado, Linda Martini, entre muitos outros, o festival promete voltar com “novidades a nível do formato e da localização, mas a vontade de fazer cada vez melhor e a hospitalidade (…) continuam”.

Mêda tem cerca de dois mil habitantes. Habitualmente, o público deste evento corresponde a mais do dobro da população da cidade. Os concertos são organizados por cerca de 30 jovens do concelho que ambicionam a emancipação cultural da localidade, sabendo que o interior do País se encontra cada vez mais despovoado. Depois de uma paragem de seis anos, regressam “prontos a receber o melhor público de sempre durante três dias que prometem ser memoráveis”.

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