Com mais de 200 mil cópias, “Silence Becomes It”, editado em 1998, é um dos álbuns portugueses mais vendidos de sempre, confirmando os autores Silence 4 como um dos grandes fenómenos da música nacional naquela década. Este ano, o grupo de Leiria regressou à estrada numa tour que tem esgotado salas por todo o País, numa celebração coletiva dos 30 anos de carreira.
O grupo composto por David Fonseca (voz e guitarra), Sofia Lisboa (voz), Rui Costa (baixo) e Tozé Pedrosa (bateria) passou pela Super Bock Arena, no Porto, em novembro. Esta sexta-feira, 12 de dezembro, subiu ao palco da MEO Arena, a maior sala de espetáculos onde vai atuar novamente este sábado.
Tal como os fãs já esperavam, a apresentação foi uma viagem de nostalgia, numa espécie de carrossel de emoções ao som dos maiores hits. A história começou pelas 21h30, com os primeiros acordes de “Goodbye Tomorrow”, capazes de criar o ambiente para o resto da noite. “Old Letters”, segundo tema da setlist, acentuou precisamente a boa energia no recinto.
Quando chegou a altura de “Dying Young”, a MEO Arena, no Parque das Nações, em Lisboa, pintou-se de diferentes cores graças ao jogo de luzes que intensificou a apresentação. Emocionados ao serem acompanhados em cada verso, os artistas agradeceram ao público — replicados sempre com aplausos de uma sala inteira.
Seguiram-se temas emblemáticos como “Borrow” e “Empty Happy Song”, que faz parte de “Only Pain Is Real”, o segundo álbum da banda editado em 2000. O momento mais emocional da noite chegou com “Eu Não Sei Dizer”, composta para corresponder à única exigência imposta pela editora Universal à banda: gravar uma canção em português. Lanternas acesas e sussurros encheram a nave espacial lisboeta, culminando num abraço emocionado entre os vocalistas.
“Cry” surgiu envolta numa história sobre uma cassete de 12 minutos criada por Rui Costa para desafiar David Fonseca a escrever uma letra inédita. O público escutou em silêncio absoluto, reservado para instantes genuínos. No final, houve ainda mais emoção em palco e uma ovação comovida da MEO Arena. O ambiente alterou-se com “A Little Respect”, revelando a faceta criativa dos Silence 4, dando espaço à plateia para cantar em uníssono.
O desfecho chegou com “Only Pain Is Real” e “My Friends”, uma canção dedicada aos fãs que, na verdade, são também amigos do grupo. O encore incluiu “Transplantation”, “Breeders”, mais uma versão de “A Little Respect”, “Borrow” e “My Friends” novamente, com o público empenhado até o último minuto.
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