Música

“Spaz”: o termo ofensivo que obrigou Beyoncé a alterar a letra de uma canção

A palavra aparece duas vezes em “Heated” e é considerada ofensiva no Reino Unido.
A cantora foi muito criticada.

O novo álbum de Beyoncé, “Renaissance”, foi lançado na sexta-feira, 29 de julho, e marcou o seu regresso ao trabalho a solo. Depois de seis anos de espera, nem tudo correu como previsto e uma das novas canções da Queen B está a receber duras críticas.

A culpa é da palavra “Spaz”, um termo usado numa das últimas estrofes da música “Heated”. A palavra em questão é considerada discriminatória para pessoas com deficiência, nomeadamente para as que sofrem de paralisia cerebral. Embora nos Estados Unidos o termo seja inofensivo, querendo apenas indicar “loucura” ou “excitamento”, no Reino Unido é mesmo considerada uma palavra pejorativa.

Depois de ser criticada por ativistas em todo o mundo, que apelaram nas redes sociais para que a palavra fosse removida, a cantora de 40 anos teve de alterar a letra da canção. A música já foi removida da página oficial do YouTube — apesar de continuar disponível no Spotify — e ainda não se sabe quando sairá a nova versão.

“As palavras importam porque reforçam as atitudes negativas que as pessoas com deficiência sofrem todos os dias”, defendeu Warren Kirwan, do departamento de comunicação da instituição Scope. Também a ativista Hannah Diviney disse à BBC que este tema foi “uma chapada na cara”.

O novo álbum da Beyoncé é composto por 16 faixas, com cerca de uma hora de música. Segundo a artista, é o primeiro ato de uma trilogia. 

“Renaissance” esteve três anos a ser preparado, sobretudo durante o período da pandemia. É o sucessor de “Lemonade” (2016).

“Criar este álbum permitiu-me ter um sítio para sonhar e para encontrar um escape durante uma altura assustadora para o mundo”, diz a artista.

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