Aos 74 anos, Sting continua a ser uma das figuras mais respeitadas da música internacional. Na noite de 17 de julho, o cantor britânico subiu ao palco na Praia do Relógio, Figueira da Foz, para um concerto para 25 mil fãs que funcionou como uma viagem por quase cinco décadas de carreira, cruzando os grandes clássicos dos The Police com alguns dos temas mais marcantes do percurso a solo.
O espetáculo arrancou pelas 21 horas da melhor forma possível com “Message in a Bottle”, um dos maiores êxitos do grupo. O tema, lançado em 1979, continua a ser um dos favoritos do público graças ao riff de guitarra inconfundível e ao refrão qur todos sabem de cor. Logo nos primeiros acordes, colocou a energia no alto, que se manteve ao longo da primeira parte do espetáculo que integra a digressão “Sting 3.0”.
Pouco depois, Sting apresentou “I Wrote Your Name (Upon My Heart)”, um dos seus temas mais recentes, lançado em 2024, mostrando que continua a criar música nova sem deixar de lado o legado que construiu.
Ao longo da noite, o músico foi alternando entre canções mais ritmadas e baladas que marcaram diferentes fases da sua carreira. “Englishman in New York”, um dos seus maiores sucessos a solo, pôs o público a cantar em uníssono, num ambiente descontraído e elegante que sempre caracterizou o artista.
Já “Every Little Thing She Does Is Magic”, dos The Police, voltou a aumentar a intensidade do espetáculo, com uma melodia contagiante que continua a ser uma presença habitual nos seus concertos.
Seguiu-se uma sequência mais emotiva com “Fields of Gold”, uma das baladas mais conhecidas da década de 90. A canção criou um dos momentos mais tranquilos da atuação, contrastando com temas mais enérgicos como “Driven to Tears” ou o medley de “Can’t Stand Losing You” e “Reggatta de Blanc”, que recuperaram o lado mais cru e acelerado da fase dos The Police.
Outro dos momentos altos surgiu com “Shape of My Heart”, uma composição delicada que ganhou ainda maior notoriedade depois de integrar a banda sonora do filme “Léon: O Profissional”. Sting recuperou energia com “Brand New Day”, faixa-título do álbum que lhe valeu dois Grammys em 2000, e “So Lonely”, um dos primeiros êxitos da banda britânica.
Já na reta final, “Desert Rose” voltou a transportar o público para uma sonoridade completamente diferente, marcada pelas influências da música do Médio Oriente que ajudaram a transformar o tema num dos maiores sucessos da carreira a solo do cantor. A intensidade atingiu o ponto mais alto quando chegaram os primeiros acordes de “Every Breath You Take”. Apesar de muitas vezes ser encarada como uma canção romântica, a música fala, na verdade, de obsessão e vigilância, sem impedir que se tornasse um dos maiores clássicos da história do rock e um dos momentos mais aguardados de qualquer concerto de Sting.
No encore, o músico regressou para interpretar “Roxanne”, outro dos temas incontornáveis dos The Police, antes de encerrar a atuação com “Fragile”. A balada, lançada em 1987, trouxe um final sereno e emotivo a um concerto que passou por praticamente todas as fases da carreira de Sting e demonstrou a capacidade do artista para manter o público envolvido tanto nas canções mais explosivas como nas interpretações mais tranquilas.
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