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Tame Impala em Lisboa: as imagens do concerto eletrizante que pôs a MEO Arena a dançar

Entre a nostalgia psicadélica e um som cada vez mais dançável, Kevin Parker misturou o passado e o presente do projeto. Com muitas luzes e confettis à mistura.

“A minha vida é muito louca e quando todos vocês cantam as minhas músicas sinto-me muito grato.” Esta foi a forma mais sincera que Kevin Parker, vocalista dos Tame Impala, encontrou para resumir o segundo de dois concertos esgotados do grupo australiano no nosso País. Um dia depois do Super Bock Arena, no Porto, levaram a festa até à MEO Arena este domingo, 5 de abril.

Através da digressão de “Deadbeat” — disco editado em 2025 — o multi-instrumentalista e companhia continuam a provar que o projeto musical que conhecemos há quase duas décadas, entre sons psicodélicos, não é a mesma que agora se apresenta aos portugueses. É mais dançável, menos introspetivo e fortemente influenciado pela música eletrónica.

O alinhamento foi, por isso, uma mistura entre estas duas existências. Após a abertura dos londrinos RIP Magic, Parker deu o pontapé de partida com “Apocalypse Dreams”, um dos hits do segundo disco, “Lonerism”. Deste e do álbum de estreia, “InnerSpeaker”, a nostalgia fez-se também, ainda na primeira parte, com “Elephant ou “Feels Like We Only Go Backwards”.

Entre um palco principal e o B-Stage, com gravações transmitidas nos ecrãs gigantes, o espetáculo foi um autêntico assalto aos nossos sentidos. Entre lasers e sons a vir de todo o lado, incluindo do público, cada vez mais histérico, criou-se uma verdadeira experiência sensorial.

Tame Impala pertence cada vez mais ao mainstream e, com os novos temas, como “Dracula” ou “Loser”, isso ficou provado. Ao vivo, no palco, o vocalista estava a produzir algumas das faixas que mais foram buscar inspiração ao mundo do techno, como “No Reply” ou “Not My World”.

Todos aqueles que descobriram a discografia do australiano a partir de “Currents”, de 2017, o primeiro trabalho a rebentar com a bolha, foram blindados com todos os temas virais: “Let It Happen”, “Eventually” e “New Person, Same Old Mistakes”, todas acompanhadas de confettis e jogos de luzes.

Para o encore, a despedida fez-se com uma versão de “My Old Ways”, também de “Deadbeat” e, antes de terminar a festa com “End of Summer”, que curiosamente marcou o início desta nova era, ainda houve tempo para uma das batidas mais famosas, “The Less I Know The Better”. Não havia quem não soubesse a letra. E a vida de Kevin Parker voltou a ser louca.

Carregue na galeria para ver algumas das melhores imagens do espetáculo na MEO Arena.

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