Música

Taylor Swift abalou Lisboa. Um dos concertos gerou mesmo atividade sísmica

O maior pico foi sentido durante a canção “Shake It Off”, no segundo espetáculo da cantora norte-americana em Portugal.
Fez a terra tremer.

Em julho do ano passado, as atuações de Taylor Swift em Seattle, nos EUA, deram origem ao “Swift Quake”, um abalo de 2,3 na escala de Richter. Não foi só no continente americano que o fenómeno da pop fez a terra tremer. Em Portugal, o segundo e último concerto da cantora no Estádio da Luz, no dia 25 maio, também gerou atividade sísmica.

Durante o espetáculo foi detetada atividade sísmica em nove estações espalhadas pela cidade de Lisboa, de acordo com o “Público”. A estação da Escola Básica Professor Delfim Santos, a mais próxima do Estádio da Luz, foi onde se registou a maior atividade sísmica, mas as estações em Monsanto, a cerca de dois quilómetros, quatro estações na FCUL, a 2,5 quilómetros, uma estação no Museu Nacional de História Natural e da Ciência de Lisboa, a 4,8 quilómetros, e uma junta ao aeroporto da capital, a 5,7 quilómetros, também a detetaram.

Um espectrograma, elaborado pelos investigadores da FCUL, permite observação a evolução da vibração sísmica ao longo do concerto, assim como a decomposição em vibrações com várias frequências, desde 1 a 8 hertz. Os registos mostram que “Shake it Off” foi a canção que gerou uma maior vibração do solo, com uma magnitude de 0,82 na escala de Richter. Os temas “You Belong With Me” (0,80), “Love Story” (0,72) e “We are Never Ever Getting Back Together” (0,61) foram outros que também registaram atividade sísmica.

“As diferentes canções podem ser identificadas pelo ritmo a que a multidão dançou cada música”, explica Susana Custódio, sismóloga e professora na FCUL, ao “Público”. Cada tema tem fases de maior e menor entusiasmo, o que corresponde também a maior e menor vibração.

Apesar dos dados recolhidos, não é fácil comprar as magnitudes de atividade sísmica registada durante o concerto com as magnitudes dos sismos, uma vez que os sismos têm “uma libertação de energia ao longo de muito tempo”. “Aqui estamos a falar de uma libertação de energia ao longo de vários minutos durante uma música. Portanto, as escalas de magnitude não são bem as mesmas”, acrescenta.

Já foram registados outros abalos em momentos de festa na capital. A 12 de agosto, no ano passado, durante um jogo do Sporting, o golo da vitória leonina fez estremecer Alvadade. “A vibração causada pelo concerto é ligeiramente superior à dos golos do Sporting”, sublina o sismólogo Luís Matias. Os festejos do golo do Paulinho frente ao Vizela registaram uma magnitude de 0,4.

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