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The Killers: a banda atua agora em Lisboa — mas há um ano que está reduzida a metade

Falámos com a banda americana sobre o últimos tempos que têm sido bastante atribulados. Esta sexta-feira, 29 de junho, toca no Rock in Rio Lisboa.

A banda atua no mesmo dia que os James e The Chemical Brothers.

Em 2001, Brandon Flowers foi despedido da sua primeira banda: um trio de synth pop chamado Blush Response. Depois de ir a um concerto dos Oasis, percebeu que a sua vocação seria ter uma banda de rock. Passado pouco tempo, viu um anúncio num jornal de Las Vegas e contactou o guitarrista Dave Keuning, que estava à procura de outros músicos. Começaram a ter ensaios e uma das primeiras músicas que sairam dessas sessões foi “Mr. Brightside”, que ainda hoje é um dos maiores êxitos dos The Killers.

Passado um ano, Ronnie Vannucci Jr. juntou-se à banda como baterista e Mark Stoermer entrou para tocar baixo. Antes, o grupo já tinha tido outros músicos temporários, para dar alguns concertos. Juntavam-se na garagem de Vannucci para ensaiar e entravam à noite — e meio às escondidas — para tocar numa sala na Universidade do Nevada, onde o baterista estava a estudar Percussão Clássica.

Foi durante esse tempo que se fez o álbum “Hot Fuss”, o primeiro de sempre da banda, lançado em 2004 — que tinha temas, além de “Mr. Brightside”, como “Somebody Told Me” ou “Smile Like You Mean It”, que continuam a ser habituais no alinhamento das atuações. Tinham uma sonoridade claramente influenciada pela música pop rock britânica, mas também com uma onda indie americana. Coincidência ou não, assinaram primeiro como uma editora inglesa, a independente Lizard King Records.

O resto é história. A banda atuou em mais de 50 países espalhados por todos os continentes do planeta, encheu o estádio de Wembley ou o Madison Square Garden, entre outras salas icónicas, e lançou mais quatro álbuns de originais.

Os problemas surgiram no final de 2016. Depois de praticamente 15 anos de sucesso, Mark Stoermer anunciou que iria deixar de dar concertos com a banda — apesar de ter estado bastante envolvido na composição do último disco, “Wonderful Wonderful”, editado em 2017 (e de ter tirado as fotos promocionais de grupo). Só o tocou ao vivo uma vez, em dezembro, num concerto especial de solidariedade em Las Vegas.

Não foi o único caso. O guitarrista Dave Keuning, fundador da banda, não tocou em várias faixas do álbum, recusou tirar as fotografias e, apesar de ter feito algumas datas no ano passado, acabou por também desistir de ir em tour com o grupo. Brandon Flowers e Ronnie Vannucci Jr. contrataram músicos de substituição para tocarem ao vivo.

“Temo-lo feito no último ano, por isso agora parece muito normal, mas houve alguma trepidação no início e algumas preocupações”, confessou Ronnie Vannucci Jr. à NiT, algumas semanas antes do concerto no Palco Mundo do Rock in Rio Lisboa, marcado para esta sexta-feira, 29 de junho, a partir das 21h15. “Mas temos músicos a cobrir a parte deles e, apesar de ser difícil de estar à altura, estão a fazer um grande trabalho.”

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